Rio Branco é a Capital com maior queda no preço da cesta básica, aponta estudo da Dieese

Por Marina, ContilNet 06/02/2017 às 13:09

De acordo com o resultado da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a cesta básica em Rio Branco reduziu 12,82% em janeiro.

Cesta básica em Rio Branco reduziu 12,82% em janeiro /Foto: Reprodução

Segundo o Dieese, o custo do conjunto de alimentos essenciais caiu em 20 das 27 capitais brasileiras, sendo que a Capital acreana foi a que registrou uma redução mais expressiva, o valor da cesta básica para os acreanos foi de R$ 335,15, seguida de Cuiabá (-4,16%), Boa Vista (-3,94%) Campo Grande (-3,63%) e Curitiba (-2,97%). As elevações aconteram em Fortaleza (4,64%), Aracaju (2,18%), Salvador (1,30%), João Pessoa (0,76%), Teresina (0,57%) e Manaus (0,18%). Em Brasília (0,22%) também houve aumento.

A cesta mais cara foi a de Porto Alegre (R$ 453,67), seguida de Florianópolis (R$ 441,92) e Rio de Janeiro (R$ 440,16).

No acumulado de 12 meses, entre janeiro de 2016 e o mesmo mês de 2017, 14 cidades registraram elevação nos preços. As mais expressivas foram observadas em Maceió (15,99%), Fortaleza (11,89%) e Belém (8,52%). As reduções foram anotadas em 13 cidades, com destaque para Belo Horizonte (-6,71%), Campo Grande (-4,69%), Palmas (-4,45%) e Brasília (-4,23%).

Cesta básica x salário mínimo

Ainda de acordo com o Dieese, com base na cesta mais cara do país, o trabalhador deveria ganhar um salário mínimo de R$ 3.811.29 para sustentar uma família com quatro pessoas. O valor é 4,07 vezes maior do que o atual mínimo (R$ 937,00).

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em janeiro, 45,36% para adquirir os mesmos produtos que, em dezembro de 2016, ainda com o valor antigo do salário mínimo, demandavam 48,89% e em janeiro do mesmo ano, 47,94%.

Conteúdo Original / Fonte: NANY DAMASCENO, DA CONTILNET

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