A presidente da CUT, Rosana Nascimento, classificou como “desserviço à democracia” a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 27 de outubro, de validar o corte de ponto de servidores públicos que decidirem entrar em greve.
A partir de agora, os dias parados não poderão mais ser cortados somente se a paralisação for motivada por alguma ilegalidade do poder público, como a falta de pagamento de salário.

Rosana diz que STF agride os direitos dos trabalhadores /Foto: Assessoria
“Essa medida chega em um momento no qual muitos servidores se mobilizam contra as propostas de ataque aos direitos trabalhistas e sociais do Governo de Michel Temer. Infelizmente, grande parte dessa reforma está ocorrendo via Corte Maior”, disse a sindicalista, para quem as medidas são uma forma de desarticular a mobilização dos trabalhadores.
No Acre, prosseguiu Rosana: “O governo sequer respeita a data-base e isso cairá como uma luva, uma vez que existe excesso de negociação com enrolação para fechar a acordo”, afirma ela, que também é representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac).
Ainda segundo Rosana, as greves no setor público são feitas porque as negociações salariais costumam se alongar. “É o nosso caso e a greve de 65 dias prova isso. O governo sequer recompõe a inflação anual, além de não cumprir a legislação”, acrescentou ela, convocando os servidores para aderirem à greve geral marcada para o dia 11 de novembro.
