
Índias pedem esmola no centro de Rio Branco
Índios das etnias Huni Kui e Jaminawa estão ocupando casas em situação de risco no Bairro Preventório e centro da cidade. Algumas famílias compraram as residências e outras estão morando nas casas condenadas pela Defesa Civil, que retirou os moradores depois da enchente no início deste ano.
Os Jaminawa, que vieram dos municípios de Santa Rosa Purus e Sena Madureira, concentrara-se na rua Rio Grande do Sul, no Bairro Preventório, onde ruas e becos não existem mais devido o desbarrancamento. “São mulheres e crianças, que, infelizmente, passam o dia mendigando no centro cidade. Trata-se de um povo nômade , que se instala às margens dos rios”, comentou o indigenista Lindomar Padilha.
Os Huni Kui, por sua vez, concentram-se na rua Floriano Peixoto, nas proximidades do Colégio São José. Migraram do município do Jordão e já moram há cinco anos no local. “Compramos nossas casas e só sairemos daqui quando o governo der uma casa nova na Cidade Povo”, disse a matriarca da família, Judite Carlos da Silva Freitas, que mora com a filha e oito netos.

Índios tomam casas condenadas pela Defesa Civil/Foto: Charlton Lopes/ContilNet
Mesmo recebendo o benefício do Bolsa Família, os índios estão vivendo em condições subumanas. Vivendo da venda de rapés e redes, eles reclamam do abandono por parte dos representantes de órgãos indigenistas, que sabem da situação, mas não intercedem. “Aqui a noite inteira é gente usando drogas”, disse o índio Juscelino dos Santos Huni Kui, apontando para o terreno que pode ceder a qualquer momento.
A reportagem tentou falar com a coordenadora da Fundação Nacional do Índio (Funai), Evanízia Nascimento dos Santos Poyanawa, através do número 99xxxx53, mas ela não atendeu aos telefonemas.



