Na tarde desta quinta-feira (27), foi realizado o encerramento do Seminário ‘Valores da Amazônia’, no Hotel Best Western. O evento é resultado de um projeto que iniciou em agosto do ano passado que tem como objetivo promover a estruturação, fortalecimento e integração das cadeias de valor de produtos florestais não madeireiros nos Estados do Acre e Amazonas.
De acordo com o Secretário geral da Associação S.O.S Amazônia, Miguel Scarcello, o projeto apoiou nove iniciativas empreendedoras do Acre e Amazonas, com foco na geração de renda e no desenvolvimento sustentável da região: “Esse seminário é uma iniciativa muito importante para atingir a nossa missão, que é a conservação de biodiversidade. A gente vem percebendo que é muito difícil as pessoas entenderem que tem que preservar. Mas infelizmente a visão hoje no mundo é que antes de qualquer coisa tem que dar dinheiro, mas não percebe que se pode ganhar dinheiro de forma ecologicamente correta. A partir daí foi dada essa proposta a nove cooperativas apoiadas no projeto, que mostraram que é possível empreender e gerar renda mantendo a natureza em pé”.

Para a empreendedora, Regina Batista, da Cooperativa de Produtos Naturais da Amazônia, o Seminário ‘Valores da Amazônia’ proporciona grandes experiências e oportunidade de negócios: “Eu me sinto muito feliz por ter participado deste projeto e vim de Silves, no Amazonas, que fica a 300 km de Manaus, só para participar do Seminário ‘Valores da Amazônia’. Através desse evento, eu pude conhecer outras cooperativas e apresentar meus produtos a vários empresários. Na nossa cooperativa nós produzimos sabonetes, velas, incensos e várias essências de óleos”, disse.
Do Acre, cooperativas de Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Porto Walter participaram do projeto com produtos como biojoias, cosméticos e alimentos. Dentre as matérias-primas da Amazônia utilizadas na a produção das cooperativas apoiadas no projeto, estão o Cacau Silvestre, a Borracha e os Óleos Vegetais de Buriti, Murmuru, Cocão e Andoroba.

Zé Jarina trabalha com produção de biojoias há mais de 30 anos, e ao longo desses anos sempre vem participando de projetos que promovem a sociobiodiversidade. “O carro chefe para as minhas criações é a Jarina, que é considerada o marfim da Amazônia, utilizo também a Tucumã e outras sementes de rara beleza para a confecção de anéis, colares e pulseiras”.
O evento finalizou com um desfile das biojoias da renomada artesã, formada em moda, Flávia Amadeu. As peças trouxeram em cada modelo a expressão do que são as riquezas e belezas naturais da Amazônia. Biojoias que representam a feminilidade e delicadeza da mulher brasileira, com matérias primas que são consideradas o ouro da Região Amazônica.






