Os servidores em Saúde do Estado do Acre decidiram no final da tarde desta sexta-feira (16) endurecer o jogo com o governo e deliberaram o início de uma greve geral a partir do dia 18 de outubro. A assembleia dos servidores foi realizada no auditório da Hospital Geral de Clínicas, que estava lotado.
Agora, caso o governo insista em não abrir um canal de negociação com o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sintesac), os serviços serão paralisados e somente os 30% do mínimo legal estarão garantidos nos locais de urgência e emergência.

Servidores se reunirão em Assembleia para decidir os encaminhamentos da categoria /Foto: Régis Paiva-ContilNet
Se realmente for preciso paralisar as atividades, a greve vai fechar os postos de saúde do governo do Estado, ficando somente atendendo aqueles vinculados às prefeituras.
Conforme destacou o presidente da comissão provisória do Sintesac, João Batista Ferreira dos Santos, a decisão foi da categoria e o sindicato vai encaminhar a greve. Ele destacou que o governo já assinou um documento, mas não mandou a lei para a Assembleia Legislativa do Estado (Aleac) para, ao menos, dar uma satisfação aos trabalhadores.
“Dia 18 estaremos todos na praça do palácio, em frente à Aleac, a partir da 9h. Assim, conclamamos a todos os servidores em Saúde do Estado do Acre para comparecerem e fazermos um movimento forte e unido. Precisamos fazer um grande movimento e dizer o que queremos”, destacou João Batista.
Segundo o tesoureiro do Sintesac, Adaílton Cruz, já são seis anos sem a recomposição dos salários e os servidores já não aguentam mais a defasagem. Além disso, é preciso corrigir as condições de trabalho melhor para todos.

Sintesac decidiu por iniciar a greve no próximo dia 18, caso Governo não negocie /Foto: Régis Paiva-ContilNet
“Hoje temos diversos problemas, além das condições de trabalho, como a falta de pessoal e a defasagem de mais de 30% dos salários. O servidor não pode trabalhar com fome. Como vamos prestar um serviço de qualidade se não temos sequer como manter as nossas casas?”, questionou Adaílton.
Adaílton destacou também a falta de progressão na carreira dos mais de três mil trabalhadores contratados sem concurso público. “Além disso, existe a questão da falta de acordo coletivo para o pessoal do Pró-Saúde. Tudo isso está sendo levado em conta e vai para a pauta de negociação com o governo”, complementou.
