Segundo dados da Divisão de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), de janeiro a outubro deste ano, 21 casos da doença de chagas foram confirmados no Estado.
Os dados mostram que 19 casos podem ter relação com o consumo do açaí contaminado pelo barbeiro – inseto transmissor da doença. Os outros dois casos registrados são considerados “vetoriais”, quando causados pelo contato direto com o “barbeiro”.
Os dados apontam que o número de casos comprovados da doença de chagas em todo o Acre aumentaram 250% em relação ao registrado durante todo o ano de 2015. No ano passado foram registrados seis casos, contra os 21 nos nove primeiros meses de 2016, destes, 15 foram de pessoas da mesma família, na zona rural de Feijó.
O processo de transmissão da doença de chagas acontece pelo contato com insetos como o barbeiro, que deposita fezes sobre a pele da pessoa enquanto o inseto suga o sangue. A doença também pode ser contraída pela ingestão de açaí, quando o barbeiro se mistura aos grãos e acaba sendo moído junto com o fruto.
Os sintomas da doença vão desde febre até alterações no fígado e no coração.
A Vigilância em Saúde do estado orienta que se alguém encontrar barbeiro em casa, não mate e procure uma unidade de saúde para que seja feita a identificação se o animal está contaminado.
