Sinteac acusa fraude na criação do SinproAcre e denunciará caso na polícia e ao MPT

Por Marina, ContilNet 14/10/2016 às 10:34

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), professora Rosana Nascimento, denunciou na manhã desta sexta-feira (14) a falsificação de assinaturas na criação do Sindicato dos Professores da Rede Pública de Ensino do Estado do Acre (SinproAcre). Cerca de vinte professores já estiveram no Sinteac para denunciar a falsificação ou o uso indevido de suas assinaturas.

O Sinteac, enquanto instituição legal, está acionando o Ministério do Trabalho por ter concedido um registro sindical onde já existe outra instituição legalmente constituída para atuar. O caso será levado ao conhecimento do Ministério Público do Trabalho (MPT) e também será registrado em delegacia.

https://youtu.be/WZfl5mjUDYM

Rosana destacou que a Assembleia de criação do Simproacre, ocorrida no auditório da Escola Dom Bosco, havia apenas cerca de 20 pessoas. Ocorre que a lista apresentada para o registro sindical apareceu com 300 assinaturas.

“Como o processo de registro é público, nós buscamos a lista e descobrimos entre os 300 havia nomes de pessoas que não estavam no local. Além disso, entre as assinaturas não estão as de algumas pessoas que realmente estiveram presentes, comprovando a parte”, disse Rosana.

A presidente do Sinteac destacou que cerca de 20 professores já compareceram ao sindicato para denunciar o uso fraudulento de suas assinaturas e também a falsificação. Por conta disso, o Sinteac tem orientado aos professores para comparecerem na sede para checarem na lista do Ministério do Trabalho.

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Presidente do Sinteac, professora Rosana Nascimento /Foto: ContilNet

“Nós estamos orientado aos professores que tiverem seus nomes vinculados de forma ilegal a nos procurarem para as devidas providências legais, seja na área criminal ou mesmo na área cível pelos danos morais causados a cada um dos professores afetados”, revelou Rosana.

Rosana destacou não ser possível permitir uma ação ilegal contra uma instituição com 50 anos de existência, nascida como Asplac e tornada Sinteac em 1989.

“Temos um patrimônio de mais de R$ 10 milhões, como sede administrativa e social, bem como núcleos espalhados pelas principais cidades do Estado e não podemos ver a nossa história e patrimônio serem ameaçados por sindicato fantasma e ilegal. Vamos lutar sempre”, finalizou Rosana.

Conteúdo Original / Fonte: RÉGIS PAIVA, DA CONTILNET

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