“Os servidores do Poder Judiciário arrancaram esse reajuste de 35%, agora temos mais um motivo para lutar pela antecipação da nossa data-base de 2018”, avisou a professora Rosana Nascimento, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac).
O governo do Estado concedeu um reajuste de 35% nos vencimentos dos servidores do Poder Judiciário, enquanto os comissionados do Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC), que exercem cargos de confiança, obtiveram um reajuste de 8, 5%. Com as benesses concedidas pelo governador, os comissionados do Tribunal embolsarão a bagatela de R$ 14.430,50, enquanto os servidores de carreira, como os analistas, apenas R$ 8.890,27”, lamentou a sindicalista.
O reajuste salarial concedido aos servidores da Justiça acreana foi dividido em três parcelas, a primeira de 10% será incorporada ao salário neste mês (setembro), a segunda parcela de mais 10% no mês de janeiro de 2018, e a terceira, estimada em 15%, no segundo semestre de 2018. “Não aceitaremos que o governo use dois pesos e duas medidas”, desabafou.
A declaração da presidente do Sinteac está fundamentada no Decreto Estadual publicado no Diário Oficial do Estado (D.O.), depois que o governador Tião Viana sancionou o Projeto de Lei Complementar aprovado no mês de março deste ano, pela Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). Rosana disse que a assembleia deliberativa está prevista para ocorrer no dia 16 de outubro, às 17h30, no auditório da sede central do Sindicato.
Nesse sentido, Rosana informou que as perdas salariais da categoria em relação à inflação chegam a quase 50%, quando levam em conta o IPC ou o salário mínimo, mas o governador Tião Viana só concedeu um reajuste de 19, 48% para os professores e 23, 75% aos funcionários de escola. “Queremos a correção da inflação mais as perdas acumuladas”, cobrou a sindicalista.
O Sinteac elegeu três pontos: a equiparação salarial dos professores efetivos com os provisórios; a correção dos pisos defasados das carreiras (professores e funcionários de escola), inclusive com a inclusão da nova tabela do técnico pró-funcionário e o concurso público para o preenchimento das vagas deixadas pelos aposentados. Além do problema da dedicação exclusiva dos professores e funcionários de escola, que, segundo a sindicalista, tem que ser correspondente a 100% do seu vencimento.

A sindicalista salientou que não é contra reajuste salarial de nenhum servidor público/Foto: Reprodução
“Nós vislumbramos que não teremos problemas de avançar na data-base de 2018 da nossa categoria, pois o governador deixou claro que não está seguindo as recomendações do Governo Federal, quando ignorou a emenda 95, que determinou o congelamento dos gastos, para agradar os poderosos do judiciário”, lamentou.
A sindicalista salientou que não é contra reajuste salarial de nenhum servidor público, mas discorda que o governo do Estado atenda algumas categorias privilegiadas em detrimento da grande maioria penalizada.
Além disso, observou que o Sinteac entregou uma extensa pauta aos gestores da Secretaria Estadual da Educação (SEE), porém, aguarda o sinal verde da Comissão de Negociação para tratar dos pontos específicos. “Aguardaremos a nossa categoria na assembleia do dia 16 de outubro para deliberar a pauta principal e discutir as estratégias da data–base”, finalizou a sindicalista.
