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Sinteac denuncia supersalários de servidores e professora que recebe morando na Europa

Por Wania Pinheiro, ContilNet Fonte: Assessoria Sinteac 01/07/2016 às 12:37

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac), Rosana Nascimento, avaliou como “uma vitória parcial da categoria” o corte em 20% nos salários do governador, da vice-governadora e de todos os cargos comissionados”.

salariosddA sindicalista encampa uma pressão nas redes sociais em favor da economia com gastos desnecessários. Até mesmo o Ministério Público (MPE) foi acionado, na semana passada, para investigar o desembolso “absurdo” de R$ 4 milhões somente em salários com cargos comissionados “lotados” nas empresas da administração indireta que já foram extintas, dissolvidas ou privatizada (Cageacre, Colonacre, Cohab-Acre, Cila, Fades, Acredata e outras).

No dossiê entregue à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público constam uma ex-deputada, um ex-prefeito e vários figurões ocupando cargos de chefia nessas empresa. Eles não dão expediente e os endereços onde um dia funcionaram as instituições são ocupados por órgãos da gestão Tião Viana (PT). O governo paga até R$ 6 mil a vigias que recebem indevidamente gratificações em cargos que não existem no PCCR da Educação. Há professora que mora na Europa recebendo como se estivesse lecionando no Acre. E, ainda, supersalário a docentes que trabalham em cargos de chefia na Secretaria de Educação.

“Enfrentamos um leão por dia. Professores e funcionários de escola são humilhados com a desculpa esfarrapada de que não tem dinheiro para conceder o reajuste já negociado com o governo. Os chamados irregulares da Educação também foram penalizados com a retirada de promoções, gratificações e outras verbas incorporadas em seus salários há várias décadas.

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Rosana: Funcionários são humilhados com a desculpa de que não tem dinheiro para conceder o reajuste”

Tudo isso por má vontade política. Se a Lei de Responsabilidade Fiscal está no limite, que se façam cortes nas gorduras, mas respeitem os direitos de quem carrega a educação nas costas e já ganha uma miséria para sustentar suas famílias”, protestou Rosana.

“Reduzir o salário dos comissionados é obrigação. Ainda estamos lutando para que o governo moralizar a folha da educação. Tem pessoas apadrinhadas que recebem altos salários, muito além do que prevê o nosso PCCR. Nós investigamos esses salários e constatamos grandes distorções. Está tudo no MP”, concluiu.

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