Uma reunião entre a superintendente da Fundação Hospitalar do Acre / Hospital de Clínicas e a presidência do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre – SINTESAC no final da manhã desta quinta-feira (7) aparou as arestas após a denúncias de problemas no setor de Nefrologia daquele hospital. Alguns dos problemas foram resolvidos, outros foram esclarecidos e também alguns não terão resposta em curto prazo.
Segundo a superintendente do hospital, médica Juliana Quinteiro, há que se entender o momento vivido pela nação, onde os recursos estão bem mais curtos. “O que for possível, nós vamos fazer. O que der para remediar dentro da legalidade, será feito. Mas precisamos entender que investimentos neste momento é algo muito difícil, exceto se já estiver licitado”.

Reunião debateu resoluções para a problemática do seto de Nefrologia /Foto: Assessoria
Os diretores do Sintesac, o presidente do Sintesac, João Batista Ferreira dos Santos, Francinete Barros (secretária) e o tesoureiro, Adailton Cruz, avaliaram positivamente a reunião, ainda que nem todos os pedidos tenham sido atendidos de imediato.
“Mesmo assim, iniciamos as ações com vista em solucionar os questionamentos apontados pelos filiados, ações estas que resultarão em melhorias no atendimento dos pacientes daquele setor de nefrologia”, comentou Ferreira.
Juliana e os diretores do Sintesac assumiram o compromisso de continuarem as ações conjuntas e em busca das soluções para os questionamentos que sejam da alçada da Fundhacre.
A seguir a resposta da diretora da Fundhacre para os questionamentos:
– Luvas cirúrgicas: houve uma redução no fornecimento em todo Brasilpot problemas na indústria, mas nunca o setor ficou sem luvas, embora tenha havido uma redução. A administração tem consciência de que há desperdícios e está agindo para conter. Mesmo assim, em uma semana o problema estará corrigido.
– Sobre ter somente um avental de proteção para todos os trabalhadores do setor, a direção não sabia e vai apurar o fato, repondo o material.
– O pedido para um setor de repouso para a Nefrologia foi oficialmente recebido há cerca de 15 dias, mas não tem condições de construir um novo agora. Mas como solução temporária, a diretoria indicou o uso exclusivo da sala de repouso da portaria por parte dos profissionais da Nefrologia, solucionando temporariamente o problema.
– Sistema de exaustão e ar condicionado: Reconheceu que os exautores não funcionam, mas explicou que a empresa que forneceu o equipamento faliu e não tem havido manutenção e um novo sistema demanda recursos que o hospital não dispõe no momento. Já existe um estudo em andamento para a instalação de novos exautores, mas será preciso esperar os recursos e, por enquanto, ficar apenas com os aparelhos de ar condicionado tipo “Split”, que não promovem a renovação do ar.
– Água potável: Houve problemas com o fornecedor, que não tem condições de atender a demanda de 10 mil litros (500 galões de 20 litros) por semana, implicando na redução, mas não faltou. De forma a minimizar o problema, serão instalados bebedouros industriais dotados de filtros, ação está que irá reduzir a pressão sobre o consumo. A licitação já está avançada. Até a instalação dos novos bebedouros, houve a ampliação do fornecimento e na próxima semana começa a normalizar.

Juliana Quinteiro, a superintendente da Fundhacre atenta as reclamações /Foto: Assessoria
– Comida ruim. Juliana se disse surpresa com a notícia de que havia problemas nos alimentos, pois a Nefrologia tem uma nutricionista e controla a comida servida. Para tentar solucionar o problema foi proposto anteriormente que o alimento viesse em embalagens coletivas e não em marmita individual, mas a ideia não vingou e voltou-se às marmitas. Juliana foi veemente ao afirmar que não há reciclagem de alimentos não servidos no almoço para serem utilizados no jantar, pois tudo que sobra é descartado imediatamente após o preparo de cada refeição. Mas a médica destacou que o guardar as vasilhas (marmitex) com alimento+salada para consumo horas depois, vai implicar em alterações de sabor, cor e aspecto. Mesmo assim nunca veio qualquer reclamação sobre o fato. Uma das soluções é o servidor se deslocar até o refeitório ou comer na hora que o alimento chega.
– Frutas: Sobre a possibilidade de fornecer frutas, a médica Juliana disse que se pudesse fazer isso para o hospital como um todo, já teria feito, mas por conta desta impossibilidade, não pode abrir uma exceção para a Nefrologia, que já tem outros alimentos servidos em quantidade e dentro da disponibilidade do hospital. Juliana negou que tenha faltado leite e outros similares, embora tenha admitido pequenas reduções em alguns dias.
– Alimento para quem trabalha seis horas: Não permitido pela lei que estes servidores almocem ou jantem no hospital. Podem apenas lanchar.
– Exames Periódicos: Juliana disse que gostaria que os exames periódicos fossem feitos, mas não tem como fazê-los no momento, sendo uma questão quer precisa de aprofundamento. Mas não existe uma forma legal do servidor ter atendimento diferenciado dentro do próprio hospital. Contudo, existe um médico da Fundhacre que atende a 10 servidores e seus dependentes diretos duas vezes na semana, mas este tem reclamado não ter demanda (os servidores não procuram). Após a consulta com este médico é feito um encaminhamento interno e atendido de acordo com a possibilidade.
– Problemas da SESACRE/SGA: Juliana disse que existem outras demandas do Sintesac que precisam ser tratadas com a Secretaria de Saúde e/ou com a Secretaria da Gestão Administrativa. Dentre estes estão: Insalubridade abaixo do percentual legal para o setor (refazer os laudos e reencaminhar, com gestão nas secretarias); Gratificações e adicionais: definir plano de cargos nos moldes do Hosma e gestionar nas secretarias e governo; ponto facultativo e trabalho sem extra: questão da SESACRE/SGA e os servidores com turno de seis horas;
