Suspeitos de participar de esquema da Secretaria de Habitação desocupam casas populares

Por Wania Pinheiro, ContilNet 16/05/2016 às 13:36
casas

Polícia esteve nos conjuntos para garantir a desocupação das casas

A Polícia Civil retornou na manhã desta segunda feira (16) aos conjuntos habitacionais Rui Lino III e Cabreúva para fiscalizar se os moradores identificados como beneficiários do esquema de venda e direcionamento de casas desocuparam os imóveis.

A ação faz parte da terceira fase da Operação Lares deflagrada na última quinta-feira (12), quando a polícia cumpriu 37 mandados de condução coercitiva e outras 37 de medidas cautelares que pediam o afastamento dos imóveis em um prazo de 48 horas.

De acordo com o delegado Roberth Alencar, responsável pela Operação Lares, das 37 casas com medida cautelar, apenas uma ainda não cumpriu. Ele ressaltou que aquele que não cumprir a medida poderá ser preso mediante ordem judicial de prisão preventiva.

Ainda de acordo com o delegado, cada imóvel está sendo fiscalizado minuciosamente na intenção de conferir se algo foi levado, além dos pertences pessoais de cada morador. Caso seja constatada a subtração de algum objeto, os moradores poderão responder pelo crime de furto ou dano ao patrimônio público.

A Operação Lares é feita de forma conjunta com o Ministério Público do Acre e tem como objetivo desmontar um esquema de fraudes que estariam sendo realizadas por um grupo de servidores da Secretaria de Habitação (Sehab), os quais, mediante pagamento de valores entre 5 e 30 mil, prometiam facilitação na entrega de casas. Cerca de 40 casas foram vendidas e 60 direcionadas.

1ª Fase

A primeira fase da Operação Lares foi encerrada em 1º de fevereiro. A Polícia Civil cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e oito de condução coercitiva na Sehab e em uma empresa privada da cidade. Ninguém chegou a ser preso.

2ª Fase

Na segunda fase, deflagrada em abril, 10 pessoas foram indiciadas pelo esquema fraudulento.

O diretor-executivo da secretaria, Daniel Gomes, e o diretor Social, Marcos Huck, foram presos preventivamente, além da ex-funcionária Cícera Dantas, considerada peça-chave do esquema, e a empresária Rossandra Lima, que confessou ter comprado uma doceria com o dinheiro da venda das casas.

Desses, apenas Marcos Huck conseguiu habeas corpus , e o os demais continuam presos.

Conteúdo Original / Fonte: Redação

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