
Incêndios deixam o governo de Roraima em alerta
As chuvas escassas neste período do “inverno amazônico” –época em que as precipitações pluviométricas são mais intensas – levou o governo de Roraima a decretar situação de emergência em 95% dos municípios por conta dos incêndios florestais. Uma das áreas afetadas está a Terra Indígena Yanomami, a maior do País, com quase 10 milhões de hectares.
Entre as medidas adotadas pelo governo de Roraima está o reforço das equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil para o combate às chamas, além do fornecimento de alimento e água potável aos municípios mais afetados. Por conta da escassez de chuvas, os rios do Estado estão em seus níveis mais baixos para o período.
No caso da terra indígena, o Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) atua com seus brigadistas para tentar controlar os focos. A falta de chuva contribui para deixar a vegetação seca, propícia para a proliferação das chamas.
A principal causa apontada por especialistas para a falta de chuvas em partes da região Norte neste “inverno amazônico” é o fenômeno climático El Niño –o aquecimento das águas do oceano Pacífico que provoca o desequilíbrio do clima.
Cientistas afirmam que este será um dos El Niño mais intenso já registrado, superando o de 1997/1998. Além de Roraima, as chuvas estão abaixo do normal e provocando a redução do nível dos rios no Acre, Amazonas e Rondônia.
