Trabalhadores protestam contra PEC 55 no Centro de Rio Branco

Por Everton Damasceno, ContilNet 11/11/2016 às 11:35
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Os coletivos precisaram utilizar a rua lateral para atender aos passageiros/Foto: ContilNet

Diversas categorias participaram de uma paralisação nacional no centro de Rio Branco na manhã desta sexta-feira (11). Os trabalhadores protestam contra a proposta de emenda à Constituição (PEC) 55, que estabelece um teto de gastos públicos para os próximos 20 anos.

O movimento, que faz parte do Dia de Mobilização que ocorre simultaneamente em todo o país, se concentrou durante boa parte da manhã na entrada do terminal urbano e contou com a adesão de várias centrais sindicais e movimentos estudantis e sociais. O protesto causou transtornos no centro e provocou o engarrafamento no corredor de ônibus que dá acesso ao terminal, os coletivos precisaram utilizar a rua lateral para atender aos passageiros.

Os manifestantes criticam a PEC por considerar que a medida congelará recursos para a Educação e a Saúde a médio e longo prazo, além disso protestam contra as reformas previdenciária e trabalhista. Segundo o vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Edmar Tonelli, a intensão do movimento é alertar a população sobre as reais consequências da aprovação da PEC 55.

Os trabalhadores utilizaram variados recursos de comunicação/Foto: Reprodução

Os trabalhadores utilizaram variados recursos de comunicação/Foto: ContilNet

“A ideia é levar ao conhecimento da população o que o governo pretende fazer com a classe trabalhadora e para a sociedade como um todo, congelando o salário e investimentos por 20 anos, a CUT está ao lado da sociedade, não um partido político, queremos defender o direito com a população”, disse Tonelli.

O presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre (Adufac), Sávio Maia, também criticou o avanço que a PEC teve na câmara e explicou que o movimento dos trabalhadores visa barrar a votação no senado: “Nós decidimos fazer hoje uma paralisação e esperamos que a população entenda que a proposta da PEC 55, reforma trabalhista e Previdenciária, não foi aprovada nas urnas e a população não pode pagar essa dívida”.

Os trabalhadores da Educação do Estado também aderiram ao movimento, de acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento,  a classe teve boa representatividade:

“Hoje é o dia que o Brasil todo está fazendo o movimento e nós estamos dando a nossa contribuição para esta pressão que os trabalhadores de todas as classes ao Governo federal, nós não podemos assistir ao Governo retirar os seus direitos”, destacou Rosana.

Conteúdo Original / Fonte: NANY DAMASCENO, DA CONTILNET

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