A equipe da Diretoria de PolĂticas para as Mulheres se dirigiu Ă s imediaçÔes do Terminal Urbano e do Shopping Popular Aquiri para disseminar informaçÔes, engajando a sociedade, principalmente os homens, em alusĂŁo ao dia 6 de dezembro, data que simboliza a campanha do laço branco, focada na busca pela sensibilidade e mobilização dos homens pelo fim da violĂȘncia contra a mulher, promovendo equidade de gĂȘnero e superação de desigualdades.
Munida de empatia, muita conversa e folhetos, a equipe da SEASDHM, na companhia de agentes da Patrulha Maria da Penha, transmitiram mensagens de conscientização e informaçÔes Ășteis para a proteção das mulheres. Ideias e palavras que podem salvar vidas e fazer a sociedade refletir.
Um dos assuntos abordados foi a explicação dos tipos de violĂȘncia que as mulheres podem passar, sendo elas:
- ViolĂȘncia fĂsica, entendida como qualquer conduta que ofenda a integridade ou saĂșde corporal da mulher.
- ViolĂȘncia psicolĂłgica, que consiste em qualquer conduta causadora de dano emocional e diminuição da autoestima, que prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento da mulher ou vise degradar ou atĂ© controlar suas açÔes, comportamentos, crenças e decisĂ”es.
- ViolĂȘncia sexual, qualquer conduta que constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual nĂŁo desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força.
- ViolĂȘncia patrimonial, qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econĂŽmicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades.
- E por fim, a violĂȘncia moral, qualquer conduta que configure calĂșnia, difamação ou injĂșria.
ExplicaçÔes didåticas são importantes, pois muitas pessoas passam por situaçÔes como as descritas e, por se encontrarem em um universo em que muitas dessas açÔes são normalizadas, não percebem a gravidade do que sofrem.
ExplicaçÔes sobre ciclos de violĂȘncias em que muitos casais se encontram tambĂ©m foram fornecidas, baseadas no conceito desenvolvido pela psicĂłloga Lenore Walker, a qual, por meio de estudos, identificou que as agressĂ”es cometidas em um contexto conjugal ocorrem dentro de um ciclo que Ă© constantemente repetido.

Segundo ela, esse ciclo inicia com o aumento de tensĂŁo, onde o agressor se irrita por motivos insignificantes, chegando a ter acessos de raiva. Com o aumento contĂnuo, se parte para o ato da violĂȘncia, onde o agressor materializa sua raiva em atos violentos. E, apĂłs o agressor se mostra carinhoso e arrependido, procurando a reconciliação da relação, fazendo com que a mulher se sinta confusa e pressionada a manter o relacionamento.
Sentimentos de medo, culpa e ilusĂŁo acabam fazendo parte da vivĂȘncia do casal, que entra nesse ciclo, o qual deve ser quebrado. Muitas mulheres que sofrem violĂȘncia nĂŁo falam sobre o problema, enquanto muitos dos agressores constroem uma autoimagem de parceiros perfeitos, dificultando a revelação da violĂȘncia pela mulher.

Se vocĂȘ conhece alguma mulher que sofre qualquer tipo de violĂȘncia, a fortaleça e a instrua sobre os serviços de proteção e acolhimento. Um deles Ă© o Ligue 180, uma central de atendimento direcionado ao cuidado Ă mulher, criado para o combate Ă violĂȘncia contra a mulher e oferece trĂȘs tipos de atendimento: registros de denĂșncias, orientaçÔes para vĂtimas de violĂȘncia e informaçÔes sobre leis e campanhas. Pode ser acessado de forma gratuita, com completo sigilo e segurança.
A Diretoria de PolĂtica para as Mulheres tambĂ©m fornece acolhimento, atendendo das 8h Ă s 14h, e pelo nĂșmero (68) 99247-7989. O telefone 190, da PolĂcia Militar, e o Disque DenĂșncia 181 tambĂ©m podem ser acessados.

