O Acre deve integrar a rede nacional de monitoramento da qualidade do ar com a inauguração de uma estação de monitoramento de material particulado fino (MP2,5) em Rio Branco. A nova unidade fortalece a produção de dados ambientais, o monitoramento da poluição atmosférica e as ações voltadas à proteção da saúde da população e ao enfrentamento da mudança do clima no bioma.
As estações foram implantadas por meio de parceria entre o MMA, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Plataforma FioAres. Em Rio Branco, a operação é realizada em parceria com a Universidade Federal do Acre (Ufac).
A informação foi divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O material particulado fino é um dos poluentes que mais prejudicam a qualidade do ar, principalmente em regiões afetadas por queimadas.
Os dados das novas estações passarão a integrar o MonitorAr, sistema do MMA que disponibiliza informações sobre a qualidade do ar em diversas regiões do país. A plataforma apresenta o Índice de Qualidade do Ar (IQAr), conforme os critérios estabelecidos pela Resolução Conama nº 506/2024.
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Formado por partículas extremamente pequenas, com diâmetro de até 2,5 micrômetros – cerca de 30 vezes menores que a espessura de um fio de cabelo, esse poluente possui tamanho microscópico e pode penetrar facilmente nas vias respiratórias quando inalado. Por causa do tamanho reduzido dessas partículas, seu monitoramento exige equipamentos automáticos de alta precisão.
Além de Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC), nos próximos meses, serão inauguradas novas unidades em Manaus (AM), Santarém (PA) e Belém (PA), ampliando significativamente a capacidade de monitoramento da qualidade do ar na Amazônia.
As novas estações produzirão dados confiáveis sobre a qualidade do ar em uma das regiões mais afetadas pelos impactos dos incêndios florestais. As informações permitirão compreender melhor os efeitos da poluição atmosférica sobre a saúde da população e apoiar a tomada de decisões por gestores públicos com base em evidências técnicas.
