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Acre registra quase 1,8 mil casos de SRAG e atinge ‘patamar crítico’, diz Sesacre

Por Sávio Buriti, ContilNet 03/07/2026 às 10:03
Sesacre revela que um terço das mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) registradas em 2026 ocorreu entre crianças no estado.

As crianças pequenas continuam sendo as mais atingidas/ Foto: Ilustrativa

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) divulgou nesta sexta-feira (3) um novo boletim epidemiológico que acende um alerta para o avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no estado. Segundo o documento, o Acre atingiu um patamar crítico em 2026, com 1.770 casos registrados entre as semanas epidemiológicas 1 e 25, refletindo uma aceleração na transmissão dos vírus respiratórios e no número de internações.

O boletim compara os dados dos últimos três anos e mostra um aumento significativo no volume de notificações. No mesmo período de 2024, foram registrados 1.479 casos de SRAG. Já em 2025, o número caiu para 1.318. Neste ano, porém, os registros voltaram a crescer e alcançaram o maior patamar da série histórica analisada pela Sesacre.

Acre registra quase 1,8 mil casos de SRAG e atinge 'patamar crítico', diz Sesacre

De acordo com a Secretaria de Saúde, as crianças de 0 a 9 anos e os idosos acima de 60 anos continuam sendo os grupos mais vulneráveis à doença./Dados: Sesacre

De acordo com a Secretaria de Saúde, as crianças de 0 a 9 anos e os idosos acima de 60 anos continuam sendo os grupos mais vulneráveis à doença, concentrando o maior número de casos e de internações.

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As amostras coletadas de pacientes hospitalizados identificaram a circulação de diversos vírus respiratórios no Acre. Entre eles estão o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Rinovírus, Influenza A, incluindo os subtipos H1N1 e H3N2, SARS-CoV-2, Adenovírus, Metapneumovírus, Parainfluenza e Bocavírus. Os pacientes apresentavam quadros de pneumonia, bronquite e bronquiolite.

Diante do cenário, a Sesacre reforça a necessidade de adoção das medidas de prevenção, como a higienização frequente das mãos, a etiqueta respiratória e o uso de máscaras pelos profissionais de saúde e por pessoas com sintomas respiratórios, quando recomendado.

O boletim também destaca que a vacinação continua sendo a principal estratégia para reduzir casos graves e internações, especialmente entre os grupos prioritários, como crianças menores de 9 anos, idosos acima de 60 anos e pessoas imunossuprimidas.

As informações divulgadas pela Sesacre são baseadas nos dados coletados pelas unidades sentinelas para Síndrome Gripal localizadas na UPA do 2º Distrito, em Rio Branco, no Hospital Raimundo Chaar, em Brasiléia, na UPA Jacques Pereira, em Cruzeiro do Sul, e na UBS Maria de Fátima, em Plácido de Castro, além das notificações realizadas por todas as unidades públicas e privadas que internam pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave no estado.

Acre registra quase 1,8 mil casos de SRAG e atinge 'patamar crítico', diz Sesacre

De acordo com a Sesacre, esse cenário evidencia que a maior pressão sobre a rede de saúde em 2026./Dados: Sesacre

A análise retrospectiva das notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre 2024 e 2026 revela uma concentração expressiva dos casos em unidades estratégicas da rede hospitalar acreana. Segundo os dados da Sesacre, o Hospital Infantil Iolanda Costa e Silva, em Rio Branco, consolidou-se como o principal foco de atendimento da doença em 2026, registrando 463 casos e apresentando crescimento contínuo desde 2024. No interior do estado, o Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul, também apresentou um aumento significativo das internações, aproximando-se de 400 registros neste ano. Já o Hospital Geral de Clínicas de Rio Branco manteve estabilidade ao longo do triênio, com um volume entre 150 e 200 casos. De acordo com a Sesacre, esse cenário evidencia que a maior pressão sobre a rede de saúde em 2026 está concentrada na assistência materno-infantil e nos hospitais de referência do interior do Acre.

Segundo a Sesacre, o objetivo do boletim é acompanhar o comportamento epidemiológico da SRAG, da Covid-19, da Influenza e de outros vírus respiratórios, subsidiando a adoção de medidas para reduzir internações e mortes relacionadas às doenças respiratórias.

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