Agentes impedem visitas íntimas e mulheres ameaçam atear fogo na entrada da Penal

Por Suporte 04/02/2015 às 15:49

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Uma grande confusão se formou em frente ao presídio Francisco d’Oliveira Conde na manhã desta quarta-feira (4). Impedidas por agentes penitenciários de entrarem para visitar seus companheiros, no dia da visita íntima, visitantes que foram até a Penal protestam em frente ao presídio.

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Os agentes estão impedindo a entrada das visitantes em forma de protesto pela morte de agentes penitenciários e pela falta de segurança à categoria.

protesto-mulheres2A decisão do manifesto partiu após assembleia geral nesta terça-feira (2) com representantes do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Acre (Sindap/Ac).

De acordo com reportagem da ContilNet Notícias, que está no local dos protestos, a visitantes ameaçam atear fogo em pneus colocados para bloquer o acesso ao presídio. As mulheres fecharam a rua e só devem sair quando for liberada a entrada ao presídio.

Ainda segundo informações da equipe de reportagem, presidiários do complexo Antônio Amaro deram início a uma rebelião ao saber do impedimento das visitas.

A visitante Ana Paula, 22 anos, conta que as mulheres são maltratadas por agentes penitenciários ao chegarem para visitar os detentos e pedem mais respeito.

“Venho visitar meu esposo que já está pagando pelo que ele fez, não precisas os agentes humilharem a gente, pois vinhemos aqui para visitar nossos parentes e não por obrigação. Eles poderiam ter avisado que hoje não teria visitas, assim não precisaríamos estar aqui sendo humilhadas”, disse.

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Adriano Marques conversa com o comandante-geral da PM, Júlio César

O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Acre (Sindap/AC), Adriano Marques, diz que o ato de protesto não tem nada a ver com retaliações aos visitantes, mas sim pela busca de melhoria de trabalho para a categoria.

“O manifesto é contra a falta de condições de trabalho, pois os agentes não tem equipamentos sufucientes para garantir a integridade física dos visitantes, dos servidores e dos presos. Portanto, não é um ato de retaliação, é um ato de melhores condições de trabalho que está abandonada pelo setor público”, disse.

Conteúdo Original / Fonte: Da Redação da ContilNet Notícias

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