O Acre segue em cenário de alerta epidemiológico em 2026, com 1.770 casos registrados e taxa média de incidência de 203,44 por 100 mil habitantes, o que coloca o estado na classificação de alto risco, segundo dados divulgados pelo mais recente boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), publicado na sexta-feira, (03), sobre Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG).
O levantamento evidencia uma forte concentração de casos em Rio Branco, que lidera em números absolutos com 681 registros, o equivalente a mais de 40% de todas as notificações no estado. O dado reforça o peso da capital no cenário epidemiológico, mesmo em meio à interiorização dos casos.
Apesar disso, o quadro mais preocupante aparece no interior. O município de Marechal Thaumaturgo apresenta a maior taxa de incidência do Acre, com 807,35 casos por 100 mil habitantes, índice que o coloca em situação de surto extremo, segundo a classificação do boletim.
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Outros municípios também registram índices elevados e demandam atenção das autoridades de saúde. Cruzeiro do Sul, com 244 casos e taxa de 265,54, mantém nível de transmissão considerado alto. Feijó, com 125 registros e incidência de 352,85, e Mâncio Lima, com taxa superior a 425 casos por 100 mil habitantes, também figuram entre os destaques do levantamento.
O boletim da Sesacre aponta ainda que o cenário no estado é heterogêneo, com municípios apresentando diferentes níveis de risco, variando entre moderado, alto e crítico, o que reforça a necessidade de vigilância contínua e ações direcionadas conforme a realidade de cada região.
Diante do aumento dos indicadores em áreas específicas, as autoridades de saúde reforçam a importância da prevenção, da busca por atendimento precoce em casos de sintomas respiratórios e da atualização da vacinação como principal forma de contenção da doença. O monitoramento dos casos de SRAG segue sendo realizado de forma semanal pela Sesacre, que acompanha a evolução do quadro em todo o território acreano.

