O Amazonas confirmou três casos de sarampo no município de Tabatinga. No Acre, não há casos notificados ou suspeitos até o momento, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), que monitora o cenário da doença no estado.
Ao ContilNet, a Assessoria de Comunicação da pasta informou que o monitoramento sobre o sarampo é contínuo, independente de registro de casos em estados vizinhos.
O monitoramento consiste em acionar a Vigilância Epidemiológica e acompanhar o caso suspeito até o resultado oficial do exame sair para oficializar ou descartar o caso.
Casos confirmados no Amazonas
Após confirmar os casos, o Ministério da Saúde reforçou as acoes de vigilância na região. A preocupação aumenta devido à localização do município, que fica na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.
Segundo o governo federal, os três casos são importados e foram identificados em pessoas procedentes de Alto Monte, no Peru. Nenhuma delas tinha histórico de vacinação contra o sarampo.
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Apesar dos registros, o Ministério da Saúde afirma que o Brasil continua livre da transmissão sustentada da doença. O cenário, no entanto, exige atenção dos serviços de saúde, principalmente em áreas de fronteira e locais com intenso deslocamento de moradores e viajantes.
Vacina está disponível gratuitamente
O Ministério da Saúde reforça que a vacinação é a principal maneira de evitar o retorno da transmissão do sarampo no país. A vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e faz parte do Calendário Nacional de Vacinação para pessoas de 12 meses a 59 anos.
Em situações de circulação do vírus, a pasta também recomenda a chamada dose zero para bebês de 6 a 11 meses. Essa faixa etária é mais vulnerável à infecção e ao desenvolvimento de formas graves da doença.
O sarampo é altamente contagioso e pode provocar febre, tosse, coriza, olhos avermelhados e manchas vermelhas na pele. Pessoas com sintomas suspeitos devem procurar atendimento médico e evitar contato próximo com outras pessoas.
