Após exoneração, Sula diz que definirá apoio ao governo após conversar com Gladson

Ex-presidente do Deracre afirma que só definirá quem apoiará na disputa pelo governo após conversar com Gladson Cameli

Por Matheus Mello, ContilNet 02/07/2026 às 10:20
Sula ao lado de Gladson/Foto: Reprodução

Dias após deixar a presidência do Deracre no governo de Mailza Assis, Sula Ximenes afirmou que ainda não definiu quem apoiará na disputa pelo Governo do Acre. A declaração foi dada ao ContilNet após o ex-prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, revelar que pretende procurá-la para pedir seu apoio nas eleições deste ano.

Questionada pela reportagem, Sula afirmou que ainda não foi procurada por Bocalom e que qualquer decisão dependerá, antes, de uma conversa com o governador Gladson Cameli.

“Primeiro eu tenho que conversar com o meu governador, Gladson Cameli. Ele não me procurou, eu não tive essa conversa, então eu não posso falar qualquer coisa nesse respeito. Mas será o que o meu governador disser”, afirmou.

A declaração ocorre poucos dias depois de Sula pedir exoneração da presidência do Deracre. Em ofício obtido com exclusividade pelo ContilNet, ela atribuiu a saída ao descumprimento de compromissos assumidos pelo governo estadual.

No documento, Sula afirmou que havia deixado o comando da autarquia para disputar uma vaga de deputada estadual, mas desistiu da candidatura e retornou ao cargo a pedido do governo, abrindo mão também da possibilidade de integrar uma chapa como suplente ao Senado.

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Segundo ela, o retorno ocorreu com a garantia de que o Deracre teria condições administrativas, orçamentárias e operacionais para dar continuidade às obras e à Operação Verão. No entanto, essas condições, segundo a ex-presidente, não foram mantidas.

No ofício, Sula também afirmou que o cenário político mudou desde que reassumiu a presidência do órgão e escreveu que passou a ter “a sensação de que o Governo do Estado do Acre já não é mais o mesmo”. Ela justificou a exoneração por motivos pessoais, políticos e administrativos.

Apesar do rompimento com o governo de Mailza Assis, Sula deixou claro que pretende ouvir Gladson Cameli antes de anunciar qual grupo apoiará na eleição para o Palácio Rio Branco. A posição ganha peso porque ela é considerada uma liderança com influência política e vinha sendo apontada como um dos principais nomes do grupo ligado ao governador. A sinalização também indica que Gladson ainda pode ter papel decisivo na definição do seu posicionamento eleitoral.

Conteúdo Original / Fonte: Matheus Mello, ContilNet

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