trabalho infantil
O Acre vem apresentando nos últimos anos números nada positivos com relação ao trabalho infantil. É o que aponta os dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no Estado. Segundo o IBGE, o Acre ocupa o quarto lugar no ranking nacional de uso de crianças como mão de obra.
Durante 2013, em 184 inspeções do MTE, foram encontradas 43 crianças e adolescentes envolvidos no trabalho infantil no Acre. No ano seguinte, foram 130 inspeções, contatando-se a presença de 56 menores em trabalhos. Neste ano, de janeiro a maio, foram 137 inspeções e 37 crianças foram encontradas, o que equivale a mais da metade do que foi registrado em 2014.
De acordo com dados do IBGE, 8,2% das crianças de 10 a 13 anos estavam ocupadas – trabalhando durante pelo menos uma hora na semana – no Acre. Tarauacá é o município que mais tem crianças ocupadas, com 15,5%. De acordo com o IBGE, o Acre ocupa o quarto lugar no ranking nacional de ocupação infantil, com apenas 1% de diferença para Rondônia, que é primeiro colocado.
“A gente sabe que a mãe e o pai são os responsáveis. A Constituição Federal, o artigo 227, fala que a responsabilidade é da família, da sociedade e do Estado, de dar condições da criança viver bem. Apesar disso, a gente tem que ver um caminho. A lei diz que a família é que deve dar o sustento para o filho e não o contrário”, diz Maria Bonfim, chefe da sessão de Inspeção do Trabalho do MTE no Estado.
O órgão lançou duas campanhas contra o trabalho infantil nesta quinta-feira (18) – a nacional “Não ao Trabalho Infantil, Sim à Educação de Qualidade” e a regional “Não Compre – Trabalho Infantil é Ilegal”, voltada a alertar a sociedade dos perigos de consumir serviços e produtos derivados de trabalho infantil.
“Não é que os números do trabalho infantil estejam aumentando, mas parece que essa é uma situação que não tem fim. Como nós tínhamos uma meta com o governo federal de erradicar o problema até 2015, vimos que isso não era possível sem a conscientização. Então fizemos esse evento para ver se conseguimos somar forças e resolver”, conclui Bonfim.
