Banco da Amazônia tem mais de R$ 270 milhões para investir no Acre

Por Wania Pinheiro, ContilNet 26/01/2016 às 16:20

O Banco da Amazônia tem para aplicar na região este ano o equivalente a R$ 5,93 bilhões. Os recursos são originários, principalmente, de fontes de fomento como o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), o Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e o Orçamento Geral da União (OGU). Do total de valores disponíveis, há R$ 4,18 bilhões para fomento, sendo R$ 3,38 bilhões do FNO. O restante, R$ 1,75 bilhão, pertence à carteira de crédito comercial da instituição.

Segundo o Plano de Aplicação de Recursos Financeiros para o ano de 2016, as prioridades econômicas para financiamento do Banco da Amazônia estão voltadas para três eixos estratégicos. O primeiro contempla os projetos sustentáveis prioritários para os Estados da Amazônia Legal, que valorizem as potencialidades locais e, ao mesmo tempo, promovam a melhoria da qualidade de vida da população, a inclusão social e a redução das desigualdades intra e inter-regionais. O segundo e o terceiro eixos dizem respeito às oportunidades de investimentos e realização de negócios sustentáveis nas mesorregiões e microrregiões dos Estados e os arranjos produtivos locais prioritários nessas localidades.

Do total dos R$ 3,38 bilhões do FNO, que é o carro-chefe das linhas de financiamento do banco, 71,1% serão aplicados em municípios com comprovada carência econômica e social, conforme previsto na Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), do Governo Federal. A PNDR tem por objetivo reduzir as desigualdades entre as regiões brasileiras e promover um maior equilíbrio no acesso a oportunidades de desenvolvimento, levando em consideração fatores como inclusão social, produtividade, sustentabilidade ambiental e competitividade econômica.

O Banco da Amazônia está otimista em relação à aplicação desses investimentos, a despeito da conjuntura econômica do país onde palavras como crise e retração estão na ordem do dia dos investidores e do mercado. A aposta é na ousadia dos empreendedores, os quais, segundo a instituição, devem seguir procurando o Banco para a ampliação de seus negócios.

“Detemos hoje mais de 61% de participação nos créditos de fomento da região Norte, sendo estratégicos para o desenvolvimento dos empreendimentos locais. Seguimos acreditando nas pessoas e em nossas empresas como indutoras do progresso amazônico. Inclusive, não foi à toa que lançamos recentemente uma campanha que tem o otimismo como mote principal. Este otimismo, aliado à força de vontade e ao trabalho, fará toda a diferença”, assevera Marivaldo Melo, presidente do Banco da Amazônia.

Estado do Acre terá R$ 273,13 milhões para dinamizar negócios locais
Para 2016, o Banco da Amazônia tem previsto para o Acre investimentos na ordem de Crédito Comercial em 2016, são, respectivamente, R$ 236,6 milhões e R$ 36,53 milhões, totalizando R$ 273,13 milhões. Os recursos do BNDES e OGU serão disponibilizados prioritariamente para atendimento das atividades econômicas dos estados do Maranhão e de Mato Grosso, podendo ser utilizados no Estado, conforme demanda. Quanto às fontes FDA e FMM, a utilização ocorrerá por demanda espontânea do Estado.

O Estado do Acre abrange uma área de 152.581,4 Km2 e faz fronteiras territoriais com dois países da América do Sul (Bolívia e Peru) e dois estados brasileiros (Amazonas e Rondônia). Possui 22 municípios, cuja capital é Rio Branco, população de aproximadamente 800 mil habitantes, densidade demográfica de 5,18 habitantes por Km2, PIB de R$ 9,6 bilhões e renda per capita de R$ 12,19 mil.

A economia acreana tem como base produtiva a atividade extrativista de bens de origem florestal, principalmente produtos madeireiros, borracha natural e castanha do Brasil; o agronegócio, com ênfase na pecuária; a agricultura de base familiar, sendo os produtos mais cultivados arroz, feijão, milho e mandioca; a fruticultura; o comércio e a pequena atividade industrial.

As oportunidades de investimentos no Estado apontam, entre outras condições, para a sua localização geográfica fronteiriça com outros países da América do Sul, a possibilidade de acesso para o mercado do pacífico através da Rodovia Transoceânica, a potencialidade de recursos naturais e o desenvolvimento de pólos turísticos e agroindustriais.

Para o ano de 2016, as prioridades econômicas para financiamento pelo Banco da Amazônia no Estado estão voltadas para três eixos estratégicos: Os projetos sustentáveis prioritários do Estado; As oportunidades de investimentos e realização de negócios sustentáveis nas mesorregiões do Estado; e os arranjos produtivos locais prioritários para o Estado.

Os financiamentos do Banco da Amazônia priorizam projetos sustentáveis que buscam a valorização das potencialidades locais e, ao mesmo tempo, promovam à melhoria da qualidade de vida da população amazônida, a inclusão social e a redução das desigualdades intra e interregionais.

Conteúdo Original / Fonte: Redação

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