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Cadela policial foi envenenada com pão arremessado por detentos

Por Sávio Buriti, ContilNet 16/07/2026 às 09:44

Nikita ingeriu um pedaço de pão contaminado no pátio externo do complexo penitenciário. /Foto: Ascom/IAPEN - PPAC

Uma cadela da Polícia Penal do Acre foi vítima de envenenamento após ingerir um pedaço de pão contaminado no Complexo Penitenciário Dr. Francisco de Oliveira Conde (FOC), em Rio Branco. O caso ocorreu na terça-feira (14) e mobilizou equipes do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen/AC) e da Polícia Penal do Acre (PPAC).

Segundo os órgãos, a cadela Nikita, da raça Rottweiler, atua no patrulhamento e reforço da segurança dos pavilhões da unidade prisional. Após apresentar sinais de intoxicação, ela foi socorrida e encaminhada para atendimento veterinário, onde permanece sob cuidados médicos.

O caso já havia sido noticiado anteriormente pelo ContilNet, quando o Iapen informou que um cão policial utilizado nas operações do sistema penitenciário havia sido envenenado. Na ocasião, o instituto classificou o episódio como um atentado direto contra os policiais penais e informou que o caso seria investigado para identificar os responsáveis e esclarecer as circunstâncias do crime. A divulgação ocorreu no mesmo dia em que o órgão anunciou o reforço das medidas de segurança no Complexo Penitenciário de Rio Branco, após indícios de uma possível movimentação para um motim no Pavilhão E da unidade.

Na quarta-feira (15), equipes localizaram um pedaço de pão envenenado no pátio externo do complexo penitenciário. /Foto: Ascom/IAPEN – PPAC

Agora, com base na nota oficial do Iapen, foi confirmado que o envenenamento ocorreu na terça-feira (14), quando Nikita ingeriu um pedaço de pão contaminado no pátio externo do complexo penitenciário. Conforme o comunicado, detentos misturam medicamentos de uso permitido a alimentos, como pães e restos de comida, e os arremessam pelas grades das celas para a área onde circulam os cães policiais.

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Na quarta-feira (15), equipes localizaram um pedaço de pão envenenado no pátio externo do complexo penitenciário, área utilizada para o patrulhamento dos animais. A descoberta reforçou a suspeita de que Nikita tenha ingerido o alimento contaminado durante o serviço.

Em nota, a Direção da Divisão de Operações com Cães (DOC) destacou que os cães policiais penais desempenham papel estratégico na segurança da unidade, realizando o patrulhamento externo dos pavilhões, inibindo tentativas de fuga de detentos e auxiliando na manutenção da ordem dentro do sistema prisional.

O Iapen e a Polícia Penal afirmaram que o atentado compromete diretamente a ordem pública no interior da unidade prisional e lamentaram o ocorrido. Os órgãos informaram ainda que medidas administrativas e criminais já estão sendo adotadas para identificar os responsáveis pelo envenenamento e responsabilizá-los conforme prevê a legislação vigente.

Confira a nota na íntegra:

NOTA OFICIAL

Ascom/IAPEN – PPAC

O Instituto de Administração Penitenciária do Acre – Iapen/AC e a Polícia Penal do Acre – PPAC informa que, na terça-feira, 14, a cadela policial penal Nikita, da raça Rottweiler, foi vítima de envenenamento no pátio externo do Complexo Penitenciário de Rio Branco, Dr. Francisco de Oliveira Conde – FOC.

O envenenamento de cães ocorre quando detentos misturam medicamentos de uso permitido em alimentos, como pão e restos de comida, e os arremessam pelas grades das celas.

A cadela, adestrada e treinada para auxiliar no policiamento e segurança dos Pavilhões, foi socorrida e encaminhada a um atendimento veterinário, onde permanece sob cuidados médicos.

Na quarta-feira, 15, um pedaço de pão envenenado foi localizado no pátio onde os cães realizam o patrulhamento.

O atentado fere diretamente a ordem pública no interior da Unidade Prisional.

A Direção da Divisão de Operações com Cães – DOC, informa que, os Cães Policiais Penais ajudam no patrulhamento externo dos pavilhões, inibindo e dificultando a fuga de detentos, e lamenta profundamente o ocorrido.

Medidas administrativas e criminais já estão sendo adotadas, conforme previsto na legislação vigente.

Rio Branco – AC, 16 de julho de 2026.

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