manifesto
Um novo grupo de caminhoneiros voltou a fechar a BR 364 neste domingo, 26, no Estado do Mato Grosso, desta vez na região de Diamantino. Até sábado, 25, a rodovia estava bloqueada na região de Rondonópolis. As informações são da Polícia Rodoviária Federal. A BR 364 é o principal eixo de ligação do Acre com os centros de abastecimento no Sul e Sudeste do País.
A BR deve continuar parcialmente interditada nesta segunda-feira, 27, por caminhoneiros que se manifestam pela redução de 17% para 12% da alíquota do ICMS do óleo diesel, a elaboração de uma tabela fixa para a cobrança do frete que seja baseada no quilômetro rodado bem como a prorrogação das parcelas de financiamentos de caminhões.
O boletim de interdições da Polícia Rodoviária Federal. Há uma decisão judicial exigindo a liberação das rodovias. Na tarde de quarta-feira,26, o juiz César Augusto Bearsi, da 3ª Vara Federal do Mato Grosso, determinou o pagamento de multa de R$ 1 mil por cada dia em que a interdição permaneça. Mas o protesto segue e a passagem é permitida apenas aos carros de passeio, ônibus, ambulâncias, veículos oficiais e carretas com cargas perecíveis. A previsão é que alguns produtos comecem a faltar em Rio Branco caso a manifestação se alongue.
Já os caminhoneiros que realizavam a interdição na BR-163 no Km 588, em Diamantino, e no KM 589, em Nova Mutum, agora bloqueiam totalmente a rodovia e impedem a passagem de todos os veículos. Antes, caminhões com cargas vivas, carros de passeio, ônibus e ambulâncias tinham trânsito livre. O Governo Federal propôs a construção de uma tabela para o preço mínimo do frete, porém apenas referencial, sob a alegação de não ferir a Constituição. No entanto, a categoria ligada aos caminhoneiros pede a criação de uma tabela impositiva para o preço mínimo do frete, cujos valores passem a ser adotados pelas empresas de transporte.