09/09/2026

Candidato diz que Marina está “fazendo hora extra” e que Deus deveria “chamá-la”

Declaração de Bruno Scheid ocorreu durante podcast em que ele fez críticas à trajetória política da ex-ministra

Por Sávio Buriti, ContilNetAtualizado
Ao falar sobre a trajetória política da acreana, o pecuarista utilizou termos pejorativos e afirmou que ela estaria “fazendo hora extra” na Terra./ Foto: reprodução

O candidato ao Senado por Rondônia Bruno Scheid (PL) atacou a ex-ministra Marina Silva (Rede), candidata ao Senado por São Paulo, durante uma entrevista a um podcast. Ao falar sobre a trajetória política da acreana, o pecuarista utilizou termos pejorativos e afirmou que ela estaria “fazendo hora extra” na Terra.

Durante a entrevista, Scheid citou diretamente a relação de Marina com o Acre, estado onde ela iniciou sua trajetória política e exerceu os cargos de vereadora de Rio Branco, deputada estadual e senadora.

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“O que o PT trouxe de volta é horrível. Aquela tartaruga que o Acre não quer mais ela. Aquele jabuti que de quatro em quatro anos aparece. Tá lá candidata em São Paulo”, afirmou.

Na sequência, o candidato continuou os ataques e disse que Marina estaria “fazendo hora extra” na Terra, além de afirmar que “Deus tinha que chamar aquilo para ir descansar”.

A declaração levou o entrevistador a questioná-lo se ele estava dizendo que gostaria que Marina morresse. Scheid negou diretamente esse desejo e afirmou que sua crítica estava relacionada à atuação política da candidata.

“Não é que eu gostaria que ela morresse. É que ou ela deixa de falar as asneiras ou ela vai procurar outra atividade”, respondeu.

Marina Silva, que atualmente disputa uma vaga ao Senado por São Paulo, possui uma longa trajetória política no Acre. Ela foi vereadora de Rio Branco, deputada estadual e senadora pelo estado por 18 anos antes de ocupar cargos no governo federal.

Além dos ataques à ex-ministra, Bruno Scheid também enfrenta uma questão eleitoral relacionada ao nome que pretendia utilizar na disputa pelo Senado. Nesta terça-feira (8), o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia proibiu o candidato de utilizar o nome de urna “Bruno Bolsonaro Scheid”, uma vez que ele não possui “Bolsonaro” como sobrenome.

Scheid é apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro e atuou como arrecadador de sua campanha eleitoral em 2022./ Foto: reprodução

Scheid é apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro e atuou como arrecadador de sua campanha eleitoral em 2022. Desde o final do ano passado, passou a utilizar “Bruno Bolsonaro” em suas redes sociais.

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