
Rosana Nascimento decidiu adiar a Assembleia Geral/Foto: ContilNet
Os ocupantes de cargos comissionados nas esferas governamentais tumultuaram a Assembleia Geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) realizada nesta quinta-feira (21), no auditório do CEBRB, Centro de Rio Branco. Mesmo com cerca de 250 pessoas presentes, um pequeno grupo ligado ao governo conseguiu impedir a escolha dos novos membros da comissão eleitoral.
A presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, revelou ter sido agredida verbalmente e que só não recebeu agressões físicas por interferência de terceiros. A sindicalista conta que apresentou os comprovantes de que o professor José Chaves da Silva, afastado da comissão eleitoral, possui cargo no governo.
“Aí começou a agressão, com o candidato de ‘chapa branca’ tomando o microfone da minha mão e me chamando de golpista e criminosa, dizendo que eu estava destituída da presidência. Teve ainda um cidadão que tentou me agredir fisicamente, mas foi contido pelos demais presentes”, desabafou a presidente.
Como o clima ficou muito agressivo por parte dos representantes da chapa governista e para evitar um confronto, Rosana optou por suspender a assembleia sem definição dos novos integrantes de comissão eleitoral, nos termos do Estatuto do sindicato.
“Os trabalhadores da base acabaram se retirando, pois legalmente a Assembleia Geral não poderia mais deliberar, sendo que pessoas não ligadas ao Sinteac disseram que iam conduzir a assembleia e, segundo eu soube, até votaram coisas, ato este totalmente sem respaldo legal do nosso estatuto”, complementou.
Rosana destacou que a continuação da Assembleia Geral foi conduzida pela presidente do Simproacre, que não possui cargo na diretoria do Sinteac, invalidando qualquer ato por ela praticado.
“Eram pessoas dos ‘pseudo sindicatos’ conduzindo o que não mais existia, que se arvoraram em presidentes do Sinteac e disseram que iriam conduzir a Assembleia Geral, mas sem qualquer respaldo estatutário”, relatou.
Com o acirramento dos ânimos, a assembleia foi suspensa às 18h50 pela presidente, sem votar nada. Na hora da saída, Rosana informou ter sido ainda ofendida com palavras chulas. “Ainda vou pensar se vale a pena. Mas isso não quer dizer que eu não vá fazer a respeito, apenas que vou refletir sobre o tema”, finalizou.
Com a suspensão, a comissão eleitoral ficará sem os suplentes, funcionando com os cinco membros até que a situação seja resolvida. Como o corpo principal está completo, ainda podem seguir os trabalhos.
