Após registro de 123 novos casos de hanseníase no Acre em 2017, será promovida em 113 escolas do Estado uma campanha educacional sobre o assunto. As ações, parte da “V Campanha Nacional de Hanseníase, Verminoses, Tracoma e Esquistossomose”, ocorrem em quatro município durante o primeiro semestre letivo. Em 2016, cerca de 120 casos foram registrados no Acre.

Campanha espera alcançar mais de 20 mil alunos no Acre. Imagem: Reprodução
Os eventos são voltados para alunos com idades entre 5 e 14 anos, com expectativa de atender cerca de 27 mil estudantes do ensino fundamental da rede pública de ensino, sendo estes dos municípios de Cruzeiro do Sul, Marechal Thaumaturho, Mâncio Lima e Plácido de Castro.
Além da hanseníase, a campanha busca diagnosticar e tratar tracoma, esquistossomose e verminoses, envolvendo profissionais da educação e da Estratégia de Saúde da Família (ESF), das Unidades Básicas de Saúde e da Vigilância Epidemiológica dos municípios. O investimento chega a mais de R$ 16,5 milhões por parte do governo federal, por meio do Ministério da Saúde.
A quarta edição da campanha, que ocorreu em 2016 e 2017, contou com participação de 2.409 municípios. No estado do Acre, segundo informações do Ministério da Saúde, nenhum dos 24,2 mil alunos que receberam a ficha de autoimagem teve diagnóstico confirmado para hanseníase.
Ao todo, 19,5 mil alunos foram tratados contra verminoses e 55 alunos foram diagnosticados com tracoma.
HANSENÍASE
A hanseníase atinge pele e nervos periféricos e pode levar a sérias incapacidades físicas. É transmitida principalmente pelas vias respiratórias superiores de pacientes com muitos bacilos (multibacilares) não tratados. As informações são do Ministério da Saúde.
O diagnóstico e o tratamento da hanseníase são ofertados pelo SUS, disponível em unidades públicas de saúde. Por isso, o Ministério da Saúde alerta a população sobre sinais e sintomas da doença com o objetivo de estimular a busca pelos serviços de saúde e mobilizar profissionais de saúde na busca ativa por casos novos.
CAMPANHA
Para detecção de casos de hanseníase, a estratégia consiste na utilização da ficha de autoimagem que contempla sinais e sintomas sugestivos da doença. A ficha é entregue a cada aluno, a qual é preenchida pelos pais ou responsáveis e, posteriormente, devolvida à escola.
As fichas são triadas pelos profissionais de saúde e os casos com lesões suspeitas de hanseníase encaminhados para avaliação e início do tratamento, caso confirmado o diagnóstico. Os contatos dos casos diagnosticados também devem ser examinados.
