posse
Cerca de 40 mil pessoas acompanharam nesta quinta-feira (1º) a cerimônia de posse da presidente Dilma Rousseff, na Esplanada dos Ministérios, segundo estimativa divulgada pela assessoria de comunicação da Polícia Militar do Distrito Federal.
A presidente reeleita e o vice-presidente Michel Temer foram empossados no Congresso Nacional. Na cerimônia, a petista desfilou em carro aberto pela Esplanada, discursou no Legislativo, passou em revista as tropas militares posicionadas no lado externo do parlamento e falou ao público que estava na Praça dos Três Poderes.

O número de pessoas que foi acompanhar nesta quinta-feira a solenidade – em parte composto por servidores públicos, integrantes de centrais sindicais e militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) – é maior do que o registrado na primeira posse de Dilma em 2011. Na ocasião, cerca de 30 mil populares prestigiaram a cerimônia.
Há quatro anos, porém, choveu forte em Brasília no dia da posse. Desta vez, o sol apareceu forte no centro da capital federal.
De acordo com a Polícia Militar, não foram registradas brigas na festa. Apenas um pequeno grupo, de cerca de 40 pessoas, realizou manifestação ao longo da Esplanada, mas não houve tumulto, informou a PM. Ainda segundo a Polícia Militar, houve alguns atendimentos do Samu por desidratação devido ao intenso calor.
Apesar de a solenidade ter iniciado à tarde, desde cedo já havia movimentação na Esplanada dos Ministérios. A cerimônia foi marcada por atos de apoio do público à presidente reeleita, mas também contou com manifestações.
Com uma cruz de madeira, o mineiro André Rhouglas protestou contra o governo federal dentro da área isolada pela Polícia Militar para o evento da posse. Rhouglas veio do munípio de Oratórios (MG) para, segundo ele, chamar a atenção das autoridades contra a corrupção, a violência e a miséria.
“A operação Lava Jato [que apura corrupção na Petrobras] é cem vezes maior do que o mensalão. O governo está maquiando a inflação, o PIB e o superávit primário. O país está em recessão brava e a Petrobras está sendo processada por estrangeiros. A credibilidade brasileira criada na época do presidente Lula foi por terra”, disse o manifestante agarrado à cruz de madeira que sustentava cartazes com críticas ao Executivo federal.
A professora da rede pública de ensino do Distrito Federal Suliane Rauber, que se diz apartidária, também protestou na Esplanada contra o mal uso do dinheiro público, contra a corrupção e a impunidade. “Sou professora do GDF [Governo do Distrito Federal]. Não recebi o décimo terceiro salário e estou apreensiva por medo de não receber minhas férias. Mesmo assim, o governo do Distrito Federal fez festa [de ano novo] ontem na Esplanada [dos Ministérios]”, reclamou a professora.