O Acre terá cinco projetos representando o estado na etapa nacional da 39ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, considerado o principal reconhecimento do país para iniciativas voltadas à preservação do patrimônio cultural brasileiro. O resultado preliminar da fase estadual foi divulgado na última terça-feira (7) pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
As propostas selecionadas evidenciam a riqueza e a diversidade cultural acreana, reunindo ações que promovem a proteção do patrimônio histórico, o fortalecimento das tradições indígenas, o incentivo à arte urbana, a educação patrimonial e a formação artística por meio da música.
O primeiro lugar na classificação estadual ficou com o projeto Casa Ainbu Daya, desenvolvido pelo Instituto Ainbu Daya, que alcançou a maior pontuação entre os concorrentes acreanos, somando 50 pontos.
LEIA TAMBÉM: Prêmio Povos Originários destina R$ 240 mil a indígenas; veja edital
Na sequência aparece Nukun Mimã Xarabu, de autoria de Judite Carlos da Silva Freitas, que recebeu 49 pontos. O terceiro colocado foi o projeto Graffiti e Arte nas Quebradas/Acre Graffiti, desenvolvido pela TRZ Crew Graffiti e Arte, com 44 pontos, destacando o graffiti como ferramenta de expressão cultural, inclusão social e valorização das comunidades.
Também garantiram vaga na etapa nacional as Oficinas de Percussão e Restauração, Manutenção e Afinação de Instrumentos Percussivos de Bateria de Carnaval, coordenadas por Aryson Keyno Fernandes de Souza, e o projeto Kayatibu – Juventude Huni Kuin entre Música, Arte e Patrimônio Vivo, de Edilene Pinheiro Sales Kaxinawa. Ambos obtiveram 43 pontos na avaliação.
Além das cinco iniciativas classificadas, o projeto Madame Mukura: Arte e Educação Patrimonial na Amazônia também integra o conjunto de propostas acreanas inscritas na premiação, reforçando a pluralidade das ações culturais desenvolvidas no estado.
Promovido pelo Iphan, o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade reconhece, anualmente, projetos, instituições e pessoas que desenvolvem ações relevantes para a preservação, promoção e valorização do patrimônio cultural brasileiro. Após a seleção estadual, as iniciativas seguem para a etapa nacional, onde serão avaliadas ao lado de projetos dos demais estados e do Distrito Federal.
O Iphan informou que o resultado divulgado é preliminar. Os candidatos que desejarem contestar a classificação poderão apresentar recurso no prazo de até três dias úteis, encerrando-se em 10 de julho, por meio do formulário previsto no edital e enviado ao endereço eletrônico disponibilizado pela autarquia.
A classificação das iniciativas acreanas reforça o protagonismo do estado na preservação do patrimônio cultural e evidencia o trabalho desenvolvido por coletivos, instituições e lideranças que atuam na valorização da memória, das identidades e das manifestações culturais da Amazônia. Os projetos que avançaram para a etapa nacional representam diferentes expressões da cultura acreana e demonstram o compromisso com a preservação dos saberes tradicionais, da diversidade cultural e da formação das novas gerações.
