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Colocar Alan Rick na disputa ao governo sacrifica um candidato com chances reais de reeleição, diz colunista

Por Marina, ContilNet Fonte: REDAÇÃO CONTILNET 03/09/2017 às 15:42

Nova postura
Em um encontro realizado na última sexta-feira (1º), os dirigentes do DEM no Acre decidiram não mais insistir na indicação do deputado federal Alan Rick para vice da chapa encabeçada pelo senador Gladson Cameli (PP), pré-candidato ao governo do Estado.

Bom senso
A mudança coincide com a decisão unânime de dirigentes partidários de oposição, tomada dias atrás, em uma reunião capitaneada pelo PP, que consistiu no adiamento da escolha do vice de Gladson. O tema, uma vez antecipado, só traria desgastes desnecessários à aliança oposicionista.

Deputado Federal Alan Rick/Foto: Assessoria

Livre, leve e solto
A deliberação da executiva do Democratas deixa o deputado federal Alan Rick livre para trabalhar pela reeleição à Câmara, ainda que a proposta seja de que ele, por enquanto, figure como postulante ao cargo de governador.

Caprichos
A decisão do comando do DEM, ainda que legítima, se revela insensata por querer , em razão dos caprichos de Tião Bocalom.

Isolamento
Isolado na oposição, o partido não teria qualquer chance de vencer a disputa majoritária, e ainda encontraria dificuldades para montar chapa de candidatos a deputado estadual e federal.

No dos outros é refresco…
Nas eleições do ano passado, tal isolamento desestimulou Bocalom a disputar a prefeitura da capital. Por que então agora, sob circunstâncias idênticas, empurrar Alan Rick ao matadouro?

Raciocínio lógico
Ao deputado cabe decidir se convém ou não se sujeitar à determinação do diretório regional. E para chegar a uma conclusão sensata, basta que reflita sobre a probabilidade de sucesso da aventura que lhe propuseram. Caso houvesse alguma, o candidato ao governo, claro, seria o próprio Bocalom…

O real e o abstrato
O entusiasmo costumeiro dos nossos governantes, sempre que o discurso versa sobre as oportunidades de negócio no Estado, tende a tropeçar nos entraves de uma realidade avessa ao ufanismo extenuante. É o caso, por exemplo, da Expoacre Juruá, evento organizado pelo governo em parceria com o Sebrae e com apoio da prefeitura de Cruzeiro do Sul.

Pra inglês ver
O evento começou na última quinta-feira (31) e acaba neste domingo, dia 3. O resultado propalado pelos governistas, com a pirotecnia que lhes é peculiar, se resume até agora à exportação de farinha. Os arautos do desenvolvimento comemoram um contrato firmado entre produtores e uma empresa cujo nome nem sequer foi divulgado, bem como não se mencionou os valores resultantes das transações futuras.

Limitações
Sem querer menosprezar a qualidade e a importância daquilo que os cruzeirenses fazem de melhor, a consequência de um evento que se propõe a movimentar a economia local acaba tão-somente por revelar as limitações de nossas atividades produtivas.

ExpoJuruá iniciou na quinta-feira (31) e se encerra neste domingo (3)/Foto: Arison Jardim/Secom

Real vs. virtual
A verdade é que não há, no Acre, a oferta necessária de produtos e serviços capazes de nos incluir no mapa do mercado nacional. Todas as apostas feitas pelos sucessivos governos do PT se revelaram incapazes de criar as condições propícias ao desenvolvimento de empreendimentos geradores de emprego e renda. Seguimos vivendo sob a economia do contracheque.

Cadinho de filosofia
Essa lengalenga oficial sobre o desenvolvimento econômico do Estado remete à historinha segundo a qual o filósofo Hegel, irritado por ver que suas conjeturas sucumbiam à realidade, acabou por dizer que se os fatos não lhe confirmavam as teorias, tanto pior para os… fatos!

Delirantes
Os hegelianos do poder creem na submissão da realidade aos seus delírios de grandeza. E o mais grave é que agem como se ‘nosotros’ compartilhássemos dessas alucinações.

Proficiência
É preciso reconhecer que a força-tarefa montada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado na região do Juruá teve resultados positivos. As ocorrências policiais sofreram uma baixa significativa na segunda maior cidade do Acre, onde, dias atrás, a violência campeava.

Precariedade
A despeito do mérito da iniciativa, há que se destacar que as polícias Civil e Militar baseadas em Cruzeiro do Sul vinham fazendo o possível para combater a criminalidade. Se não alcançaram melhores resultados foi por falta de condições de trabalho.

Constatação
Jornalistas que acompanham o dia a dia das atividades policiais no Juruá sabem da dedicação dos agentes da PM e da Polícia Civil ao trabalho que lhes cabe fazer. Mas não se combate bandidos de alta periculosidade apenas com dedicação, boa vontade e senso de dever.

Torcida
Resta torcer para que as operações que reduziram os índices da violência na região não sejam paliativas e provisórias. E que a experiência faça ver ao governador Tião Viana a necessidade de mais investimentos no setor da segurança pública. Pra isso, basta que mande pra casa a penca de “aspones” do seu governo e invista menos em publicidade.

Acorda, governador!
As medidas adotadas no Juruá valem para os demais municípios, cujas dimensões territoriais e número de habitantes não condizem com as taxas de criminalidade. O governo precisa agir com urgência a fim de evitar que o Estado vire refém das organizações criminosas.

 

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