17/08/2026

Mais caro! Seca severa faz preço da carne disparar mais de 20% em Rio Branco

Com menos animais sendo disponibilizados para o mercado, a oferta de carne pode diminuir

Por Juan Vinícius, ContilNet
Estudo foi feito pelo PET da Ufac/Foto:Reprodução.

O consumidor de Rio Branco está pagando mais caro pela carne bovina. Entre janeiro e agosto deste ano, todos os 14 cortes acompanhados pelo Programa de Educação Tutorial (PET) do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Acre (Ufac) registraram aumento de preço nos açougues da capital.

A maior variação foi encontrada no acém. O corte acumulou alta de 28,3% desde o início do ano até a primeira quinzena de agosto. Em seguida aparece o fígado, que ficou 25,4% mais caro no mesmo período.

Além dos preços maiores, comerciantes têm enfrentado redução na quantidade de carne disponível.  Um dos fatores relacionados ao cenário é o período de seca no Acre. Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Acre (Faeac), pecuaristas costumam antecipar a venda dos animais prontos para o abate antes da chegada do chamado verão amazônico, época marcada pela diminuição das chuvas e pelo aumento das temperaturas.

Mesmo com a redução percebida atualmente pelos comerciantes, os números do primeiro semestre mostram crescimento nos abates. O Acre ultrapassou 338 mil bovinos abatidos nos seis primeiros meses de 2026, quantidade 5,7% superior à registrada no mesmo período de 2025.

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Essa dinâmica ajuda a explicar a diferença observada entre o começo do ano, quando há maior volume de chuvas, e os meses do período seco. Com menos animais sendo disponibilizados posteriormente para o mercado, a oferta de carne pode diminuir.

Conteúdo Original / Fonte: g1

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