A Operação “Convergência Nacional”, deflagrada na manhã desta terça-feira (2), prendeu 19 pessoas no Acre. A ação, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Acre (MPAC), em parceria com a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), da Polícia Civil, agiu contra integrantes da organização criminosa Bonde dos Treze (B13).
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Em coletiva de imprensa, o coordenador do Gaeco, promotor Antônio Alceste, explicou que uma das pessoas que foram presas é um dos fundadores da facção criminosa, e outros já estavam presos pelo mesmo crime.
“Isso demonstra a persistência delas no seio das organizações criminosas e esse braço dentro do presídio. Mesmo dentro do presídio, eles continuavam mandando ordens para fora do presídio, para que essas pessoas de fora continuassem a agir de acordo com a organização criminosa”, disse.
“As ordens tanto para execução, extorsão de moradores, são crimes praticados pela organização, crimes de tráfico de drogas. Então, tudo isso passa pela gestão desse conselho, que é o que essa operação conseguiu alcançar. Um dos conselheiros, inclusive, que foi alvo desta operação, é um dos fundadores dessa organização criminosa”, explicou.
O coordenador adjunto do Gaeco, promotor Júlio Cesar Medeiros, destacou que os alvos da operação eram pessoas que tinham funções dentro da organização.
“Cada um desses integrantes que foram identificados possuem uma função bem delineada, desde ali do recebimento e cobrança de caixinhas, que é a mensalidade da organização criminosa, já assinalada, também tem a função à extorsão de comerciantes, o próprio apoio logístico ao tráfico de drogas, e outro ponto também, que é justamente a função de liderança. Um desses integrantes ocupa então a função de conselheiro da organização criminosa, que seria, em tese, uma das funções mais altas da liderança”, disse.
“Não foram presas só pessoas na rua, mas também, inclusive, dentro do presídio. Isso acaba mostrando que, na verdade, a nossa investigação estava correta, já fundamentada, inclusive, com pessoas que posteriormente foram presas, e o cumprimento de uma nova ordem de prisão denota justamente essa proatividade, impedir que pessoas de fato perigosas sejam eventualmente colocadas em liberdade e voltem a reincidir na prática delituosa”, disse.
A Operação é fruto de investigações conduzidas pelo Gaeco, iniciadas a partir da análise de dados periciais extraídos de aparelhos celulares apreendidos com integrantes de facção criminosa, dentre eles, um conselheiro da organização criminosa. As informações obtidas permitiram identificar a atuação coordenada de membros, incluindo responsáveis por repasses financeiros e pela distribuição de drogas.
A operação Convergência Nacional integra ação do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), do Ministério Público brasileiro, que tem como finalidade combater facções criminosas em todo o país.






