Militantes do Psol, que compõem a corrente Trabalhadores na Luta Socialista, divulgaram nota de esclarecimento sobre o caso envolvendo o dirigente Leandro Recife, que teria sugerido a contratação de seguranças para garantir a presença do militante Jocivan Santos no congresso do Psol no Acre, que será realizado neste sábado (10).
A nota diz que parte da militância que tenta evitar a participação de Jocivan e responsável pelo vazamento do áudio de Recife, é “extremamente conservadora e, em parte, fundamentalista”.
A publicação diz, ainda, que afirmação de que o Psol não aceitaria a filiação de homossexuais “não é isolada ou particular do Bibiano Queiroz. Antes, reflete a posição de uma boa porcentagem da militância ligada à Unidade Socialista no Acre”.
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Veja a nota na íntegra:
Nota da TLS sobre o caso envolvendo o militante Leandro Recife
Hoje fomos surpreendidos com uma denúncia contra um dirigente de nossa corrente, militante este que compõe o “Bloco de Oposição”.
A denúncia envolve uma gravação vazada de Leandro Recife orientando a militância no Acre. Essa região tem a ampla maioria de filiados da Unidade Socialista. Sua militância é extremamente conservadora e, em parte, fundamentalista.
Esse caso ficou nacionalmente conhecido após um militante da Unidade Socialista dar entrevista a um jornal local, onde fala que o PSOL do Acre não aceita as pessoas LGBT e que iria expulsá-las do partido. Essa afirmação não é isolada ou particular do Bibiano. Antes, reflete a posição de uma boa porcentagem da militância ligada à Unidade Socialista no Acre.
No encontro municipal de Rio Branco, a Unidade Socialista contratou três capangas para intimidar os fiscais e militantes do Bloco de esquerda. Como visto no áudio vazado pela US, Leandro dá essa orientação como método de proteção à integridade física dos delegados e delegadas do bloco, tendo em vista o que já tinha ocorrido na plenária municipal de Rio Branco e que poderia voltar a se repetir no Congresso Estadual do PSOL no Acre.
Leandro Recife, homossexual assumido, vem fazendo uma militância honesta na região abrindo o partido para a população LGBT, a exemplo do que foram as nossas campanhas eleitorais no ano passado, principalmente nas figuras de Luciana Genro e Jean Wyllys.
Ele vem fazendo um esforço descomunal para garantir a filiação das pessoas LGBT e sua participação nos fóruns do partido. E não iremos medir nenhum esforço para que isso ocorra.
A Unidade Socialista, da qual faz parte o atual presidente regional do PSOL, Jammyr Rosas, vem mostrando nacionalmente que é contra a população LGBT, tentando denunciar nosso camarada. Nós, da TLS, não deixaremos nenhuma LGBT, mulher, negro, índio ou deficiente para trás.
Doa a quem doer, construiremos um partido socialista e plural, aberto para todos. E se alguém tem que sair do partido, são os intolerantes, LGBTfóbicos.
– Vai ter LGBT sim filiada no PSOL Acre.
– Vai ter LGBT sim indo para o Congresso Estadual do PSOL Acre.
Não mediremos esforços.
Corrente TLS – Trabalhadores na Luta Socialista
