Crianças e adolescentes aparecem como o grupo mais vulnerável entre os casos de violações registrados no Acre. Dados do painel do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, referentes ao período de 1º de janeiro a 12 de julho de 2026, apontam que esse público concentrou 3.149 violações, número que representa a maior parcela dos registros entre os grupos vulneráveis analisados.
Ao todo, foram contabilizadas 473 denúncias relacionadas à violência contra crianças e adolescentes, que resultaram em mais de três mil violações identificadas pelo sistema. A diferença entre o número de denúncias e violações ocorre porque uma mesma denúncia pode envolver diferentes tipos de violência.
O levantamento geral aponta 867 denúncias e 6.932 violações registradas. Considerando o total, as ocorrências envolvendo crianças e adolescentes correspondem a cerca de 45% de todas as violações contabilizadas no painel.
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Na sequência, aparecem outros grupos vulneráveis. A violência contra pessoa idosa soma 229 denúncias e 1.498 violações, enquanto os registros envolvendo pessoas com deficiência chegam a 179 denúncias e 1.286 violações.
Já os casos relacionados à violência contra a mulher contabilizam 94 denúncias e 533 violações. Também aparecem no levantamento ocorrências contra cidadão, família ou comunidade (71 denúncias e 342 violações), pessoas em restrição de liberdade (11 denúncias e 49 violações), população LGBTQIA+ (7 denúncias e 59 violações) e pessoas em situação de rua (2 denúncias e 16 violações).
Entre as categorias de violações relacionadas à integridade psíquica, a tortura psíquica aparece como o principal registro, com 502 denúncias e 643 violações. Também estão entre os casos mais frequentes situações classificadas como insubsistência afetiva, constrangimento, exposição e ameaça ou coação.
