
Deputados Jenilson Leite (PCdoB) e Jairo Carvalho (PSD)
A dois dias da votação que decidirá pelo afastamento ou não da petista Dilma Rousseff (PT) como presidente da República pela Câmara Federal, deputados estaduais acreanos quebraram o silêncio e realizaram um tímido debate sobre o assunto.
Perante os poucos deputados que compareceram à sessão desta quinta-feira (14), o líder do PCdoB na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Janilson Leite, afirmou que será vergonhoso caso o impeachment seja aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados. Ele afirmou temer pelo futuro do País.
“Ter uma presidente impedida de governar por uma Casa de leis governada por uma figura espúria como Eduardo Cunha será, no mínimo, vergonhoso. Sinceramente tememos pelo futuro desse País”, disse ele.
Leite criticou o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e afirmou que o peemedebista não possui qualidades morais para criticar a presidente petista.
O líder do PSD na Aleac, Jairo Carvalho, defendeu o impeachment da presidente Dilma Rousseff, afirmando que a petista não possui nenhuma condição de governar.
“Quero parabenizar o presidente do nosso partido, Gilberto Kassab [ministro das Cidades], por liberar todos os nossos parlamentares a votar a favor do impeachment. Tirar a presidente Dilma é a única saída que eu vejo”, declarou.
Jairo Carvalho, mesmo sendo favorável ao processo de saída de Dilma, não defendeu o vice-presidente Michel Temer (PMDB) e tampouco Eduardo Cunha, ambos na linha sucessória. “Queremos que primeiro saia a presidente Dilma, depois o Michel Temer e o presidente da Câmara. Quem sabe não tenhamos uma nova eleição?”, argumentou ele.
