
Eles contam que a ideia do negócio surgiu, na verdade, graças à dificuldade que tiveram em emplacar uma oficina de luthieria/Foto: ContilNet
Os jovens reaproveitam pallets descartados por lojas de material de construção para criar móveis artesanais a preço popular.
A dupla de empreendedores Lucas Mortari, 31, e Wesley Araújo, 20, mostra através dos móveis da indústria CRIA a importância do reaproveitamento de madeira no estado.
Eles contam que a ideia do negócio surgiu, na verdade, graças à dificuldade que tiveram em emplacar uma oficina de luthieria [técnica de confecção de violões], que, de acordo com eles, acabou não dando certo porque o mercado local já estava bem abastecido de opções no ramo.
Lucas então resolveu começar a criar e reconstruir móveis para reforma da casa em que vive e, ao receber visitas, ficou impressionado com o número de perguntas sobre onde encontrar e como foram feito os móveis.
“O retorno foi muito rápido e muito positivo. As pessoas que vinham aqui em casa viam o sofá que eu fiz, e já começavam a perguntar onde eu tinha comprado, que era muito legal, bem-feito e tudo mais. A partir daí, nasceu a ideia de transformar isso em um negócio”, relatou.

Lucas trabalhando em uma das peças
A indústria autônoma dos jovens–que já conta com capital de giro, gera lucro e até propiciou o investimento em mais maquinário para a confecção dos móveis—foi, de acordo com eles, uma saída que enxergaram para fugir da crise econômica que assola o país e agradecem a todo o apoio que tiverem dos órgãos que prestam consultoria a novos empreendedores e pequenas empresas do estado.
“Para sair da crise, não adianta ficar parado, né? A gente teve a ideia, resolveu executar e começou a dar certo. Foi muito importante para nós o apoio que o SebraeLAB e até mesmo os parceiros que a gente tem, como a Agroboi, que cede os pallets, que são nossa matéria-prima. O que para eles é lixo para nós é ouro”, declarou.
A CRIA já tem planejamento para expor os móveis de reaproveitamento de madeira na ExpoAcre desse ano e afirma que, além de ser uma forma de consumo consciente, eles ainda podem ser comprados a preço popular.

Dupla exibe uma de suas peça/Foto: Arquivo pessoal

Dupla usa madeira que seria jogada fora para montar as peças
