“É evidente que o meu estilo é diferente do meu irmão Tião”, afirma Jorge

Por Suporte 06/04/2015 às 15:12

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Em um café da manhã com jornalistas acreanos, o vice-presidente do Senado Federal, senador Jorge Viana (PT), fez uma avaliação da crise petista, do governo Dilma Rousseff (PT) e dos escândalos de corrupção, e não fugiu de comentar a inevitável comparação entre ele e o irmão, o atual governador do Acre, Tião Viana.

“É evidente que o meu estilo é bem diferente do meu irmão Tião Viana. O governo do Tião tem o DNA dele”, diz.

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O senador Viana fez uma espécie de avaliação do governo federal e estadual, e afirmou que há falhas na comunicação, nos relacionamentos e na forma de administrar.

“Há falhas na comunicação, coisas que poderiam ser modificadas até com [relação à] forma de se relacionar. Precisamos afinar o discurso. A gente não apenas precisa descer do salto alto, mas também, é preciso andar um pouco descalço para sentir a nova realidade”, diz.

A respeito dos diferentes modos de governar, Jorge Viana afirma que se ele estivesse no comando do Executivo optaria por ‘enxugar’ a máquina pública, cortaria gastos e fundiria algumas pastas. “O momento exige alguns cortes”, ressalta.

Questionado sobre a engenharia política que elegeu ex-secretários de Estado para assumir vagas no Legislativo acreano, deixando de fora antigos aliados, como o ex-presidente da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Acre, Élson Santiago (PEN), Jorge Viana se eximiu da culpa do suposto “massacre” sofrido pelo Partido Ecológico Nacional (PEN), que viu sua bancada de sete deputados se reduzir a nada.

“Eu não participei desta engenharia política; eu acho importante manter antigos aliados que ajudaram na sustentação do projeto. Eu, quando governador, me indispus com o Edílson Cadaxo, quando o chamei, um ano e meio antes da eleição, e disse que se ele pretendesse disputar vaga para o parlamento, era hora de entregar a pasta, pois naquele momento, estávamos começando o programa Luz para Todos, e obviamente, isto lhe daria uma boa vantagem em cima dos nossos parlamentares”, relembra, ao afirmar que não beneficiaria um secretário em detrimento de parlamentares que trabalharam apoiando o governo.

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Não é hora de discutir eleição para 2016, ressalta senador Viana
Durante o café da manhã com a imprensa, que também contou com a presença do prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre (PT), Jorge Viana afirmou que seria imaturo discutir sucessão municipal em 2015, um ano que iniciou com crises de todas as ordens.

“É, no mínimo, precipitado, querer discutir 2016 neste momento. Esta crise no PT está grande. Mesmo nós tendo um cara tão bom quanto o Marcus, ainda considero precipitado”, ressalta.

Questionado se defendia uma chapa puro-sangue, formada por dois petistas, à exemplo da chapa formada por Tião Viana e Nazaré Araújo, o senador optou por continuar falando em precipitação, se esquivou da resposta e ressaltou que quem tentar antecipar este tipo de debate, não estará ajudando a Frente Popular.

“Se alguém colocar este assunto, será com a clara intenção de prejudicar, pois é cedo para falar sobre isto e na hora certa, o tema deverá ser tratado pelas pessoas certas”, resumiu.

Ainda a respeito de eventuais nomes que disputarão as eleições em 2016, Jorge Viana diz que a oposição não apresenta renovação e que quando apresenta, são nomes que surgem por imposição.

“Nós não vemos renovação na oposição, e quando há, é de cima para baixo, diferente do que aconteceu com o Marcus Alexandre (PT), que já trabalhava conosco há oito anos e que se revelou um grande nome para a política”, diz.

 

Conteúdo Original / Fonte: Gina Menezes, da ContilNet Notícias

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