Disco
Ed Motta se diz uma pessoa de “monomanias”. De sua obsessão mais recente, nasceu um novo disco. AOR é o primeiro trabalho de inéditas do músico em quatro anos. Depois de se dedicar ao jazz, ao rock em inglês e ao pop influenciado pela soul music, o músico decidiu mergulhar no mundo do Album-Oriented Rock, o AOR.
O Album-Oriented Rock é um gênero que ficou bastante popular nas rádios entre a metade da década de 1970 e começo dos anos 1980.
Com refrões melódicos, um pouco de suingue e arranjos inspirados no jazz, bandas como Steely Dan e Doobie Brothers ficaram famosas entre uma audiência específica, adulta, que se interessava pelos arranjos meticulosos bem-feitos e gravação meticulosa. Por isso, o gênero acabou conhecido também como Adult-Oriented Rock.
O disco de Ed Motta traz letras escritas por Rita Lee, Adriana Calcanhoto e pelo argentino Dante Spinetta. Entre os músicos que tocaram com Motta estão os grandes guitarristas David T. Walker e Jean Paul Maunick, do grupo de acid jazz Incognito.
Em entrevista a ÉPOCA, Ed Motta fala sobre o novo disco, as polêmicas pela internet e o atual cenário musical. O músico afirma que a web expõe não apenas o que é positivo, mas também aspectos negativos dos artistas. Mas diz que a exposição não o faz menos sincero. E rebate os que afirmam que “Ed Motta se acha”: “Quem não se acha não vira artista”.