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Eliane Sinhasique diz que vice de Gladson não tem imposição no MDB

Por Marina, ContilNet Fonte: SALOMÃO MATOS, PARA A CONTILNET 01/01/2018 às 08:13

A deputada estadual no Acre pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Eliane Sinhasique, recebeu em sua casa a reportagem da ContilNet e, entre outros assuntos, fez um balanço do parlamento em 2017: falou do seu mandato, da impopularidade do presidente da República Michel Temer – do mesmo partido – e colocou um ponto final em relação a suposta imposição do MDB em querer indicar o vice de Gladson Cameli (Progressista) ao Governo do Acre e, por fim, falou do seu futuro político.

Eliane Sinhasique/Foto: reprodução

Acompanhe a conversa:

ContilNet: Qual o saldo da atuação parlamentar, como um todo, em 2017? Como a senhora avalia o ano?

Sinhasique: Foi um ano muito bom para o Poder Legislativo. Muitos debates e embates. Uma legislatura muito ativa, onde as comissões realmente funcionam. Muitas audiências públicas, muitas reuniões extra assembléia. Eu avalio como uma atuação da Assembléia muito latente. Pulsante mesmo. Foi um bom ano para o poder legislativo e quem ganhou com isso foi a sociedade para qual a gente trabalha

E especificamente falando de Sinhasique? O saldo é positivo?

Meu mandato tem minha característica. Um mandato de rua e também de tribuna. Muitas propostas e de propósitos. Me orgulho de dizer que sou uma das deputadas que mais apresentou requerimentos na assembléia com mais de 90% de aprovação e isso é muito bom. Isso foi fruto de muito diálogo com nossos colegas, nossos pares. Temos uma relação muito boa de respeito, cordialidade. A política é isso: é a arte do diálogo, do convencimento, da argumentação.

As últimas pesquisas mostram o presidente Michel Temer, do seu partido, com índices pífios de popularidade. Como a senhora avalia essa situação?

Isso é natural. Quando qualquer pessoa toma medidas impopulares, é claro que ninguém gosta. As pessoas o rejeitam. Isso é natural do ser humano, quando alguém lhes tira alguma vantagem ou benefício. Mas futuramente, as pessoas vão perceber que esse remédio amargo das reformas que o nosso presidente tá fazendo é necessário. Logo logo, as pessoas vão dizer: “poxa realmente foi necessário ter tomado aquele remédio ruim”. E breve as pessoas vão sentir numa melhor qualidade de vida. O equilíbrio da economia, a fomentação das indústrias com geração de mais empregos e o Brasil vai crescer.

Especula-se que, dentro da oposição, há um certo desconforto em relação o MDB e o PSDB no que diz respeito a escolha do vice de Gladson Cameli ao governo, em especial a indicação do médico Eduardo Veloso. Até onde isso é verdade?

Da parte do nosso partido isso não existe. O MDB jamais fez qualquer objeção ou sequer quis indicar qualquer nome para vice do Gladson. Essa escolha do vice, pra gente, vai ser única e exclusiva decisão do próprio Gladson. Só achamos que um vice tem que ter: maturidade política, não deve causar confusão num governo, deve ter habilidade e o Gladson tem que ter muito critério na escolha, e essa escolha do vice é o Gladson que vai fazer e no momento certo. Enfim, […] o MDB nunca fez qualquer imposição. Nunca colocou nada contra o nome do Eduardo Veloso ou sequer indicou outro nome.

E o futuro da deputada Eliane Sinhasique? Já existe algo traçado?

Vou sair candidata a reeleição para deputada estadual. E […] se o povo gostou da minha forma de trabalhar, da minha atuação […] a gente fica. Se o povo não gostou, paciência. Isso é democracia! [risos].

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