impostos

O vice Michel Temer: elo entre o PMDB e o Planalto (Murillo Constantino/Agência O Dia/Estadão Conteúdo)
Também participaram lideranças políticas do PMDB, como José Sarney e Henrique Eduardo Alves, além de todos os ministros filiados ao partido: Kátia Abreu (Agricultura), Edinho Araújo (Portos), Eliseu Padilha (Aviação Civil), Vinícius Lages (Turismo), Eduardo Braga (Minas e Energia), Helder Barbalho (Pesca) e Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos).
Partido aliado que impôs duras derrotas ao governo Dilma Rousseff nas últimas semanas, o PMDB se comprometeu a apoiar as medidas provisórias que endurecem o acesso a benefícios trabalhistas como o abono salarial e o seguro-desemprego. Com uma economia prevista de 18 bilhões de reais, as propostas em tramitação no Congresso são consideradas fundamentais para o ajuste fiscal costurado por Joaquim Levy. No jantar, ministro da Fazenda pediu aos peemedebistas a aprovação das medidas.
“O ministro Levy fez uma explicação bastante clara e contundente, pedindo a aprovação das medidas, mas ao mesmo tempo deixando otimismo. Mais uma vez, o PMDB vai apoiar o governo”, afirmou Kátia Abreu ao jornal O Globo. “O partido assumiu o compromisso de apoiar essas medidas.” Segundo o Estadão, relatos indicam que Eduardo Cunha foi um dos principais defensores da necessidade do ajuste fiscal na reunião desta segunda.
Reclamações – Ainda de acordo com O Estado de S. Paulo, os caciques do PMDB aproveitaram a presença de Mercadante no jantar para criticar a articulação política do Planalto. Eles reclamam que o partido não participa das decisões do governo e só é acionado para “apagar incêndios”. “Ele (Mercadante) concorda que o PMDB é um partido com quadros e com experiência. Só tem a contribuir”, disse Kátia Abreu ao final da reunião.