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Em meio a disputas internas, PF fecha ano com maior número de prisões desde 2011

Por Suporte Fonte: iG 03/01/2015 às 15:16

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Renato Duque foi preso pela PF na Operação Lava Jato que investiga corrupção na Petrobras

Apesar das disputas internas entre delegados e agentes, a Polícia Federal (PF) terminou 2014 de volta aos holofotes graças principalmente à Operação Lava Jato, que desarticulou um esquema criminoso com atuação, inclusive, na Petrobras. Além disso, foi o ano em que a PF registrou o maior número de prisões desde 2011 e o que culminou na maior operação, em volume de prisões, desde 2010.

Foram 286 operações, que resultaram na prisão de 2.137 pessoas, conforme dados coletados entre janeiro e a segunda semana de dezembro do ano passado. Entre as prisões, estavam 82 funcionários públicos e dois agentes da própria corporação. Um dos agentes da PF foi preso, inclusive, no desenrolar da Operação Lava Jato.

Se por um lado, o volume de operações não foi relativamente alto se comparado com outros anos (o número de investigações desencadeadas pela PF em 2014 é o menor desde 2011), a PF conseguiu prender o maior número de pessoas desde 2011 e também registrou um recorde com a Operação Cavalo de Fogo, desencadeada pela Polícia Federal do Paraná. Só a Cavalo de Fogo resultou na prisão de 156 pessoas. Foi a maior operação em número de prisões desde a Operação Sentinela, em 2010, que registrou 330 prisões na época. Também foi destaque em 2014 a operação Darknet, de combate à pedofilia, que empregou técnicas de investigação na web até então inéditas no País.

Segundo fontes da PF, durante o ano de 2014, a redução no quantitativo de operações é justificado por uma maior concentração em ações de grande vulto. Isso porque, como houve também o remanejamento da PF durante a Copa do Mundo e também durante o processo eleitoral, a PF concentrou ações nas operações mais importantes, agindo “mais no atacado e menos no varejo”, conforme fontes da PF. Na prática, conforme fontes da PF, a corporação foi “mais seletiva” nas ações em 2014 justamente prevendo que ficaria praticamente três meses remanejada para outras ações que não a de investigação de crimes de corrupção e tráfico de drogas.

Somente a Operação Lava Jato, por exemplo, teve sete fases entre março e novembro deste ano, resultando em 54 prisões, entre elas a do ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, tido como líder de um grande esquema de lavagem de dinheiro. Na esteira da Lava Jato, pelo menos 70 políticos estão sendo investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A Lava Jato é considerada por membros da PF como a operação mais importante dos últimos tempos pela sua amplitude. Ao desarticular um esquema de lavagem de dinheiro, os policiais conseguiram revelar um esquema de corrupção que envolveu empresários, a Petrobras, senadores, deputados federais e até governadores.

Além da Lava Jato, a PF também desencadeou ações como a Operação Cavalo de Fogo, em abril, que desarticulou uma quadrilha de tráfico de drogas que agia no Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Pernambuco, com ramificações em outros países da América do Sul, como o Uruguai. Em decorrência das investigações da Cavalo de Fogo, a PF conseguiu apreender 37 toneladas de maconha e 1,3 toneladas de cocaína, entre outros itens.

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