Em Rio Branco, agentes de saúde rejeitam proposta da prefeitura e continuam em greve

Por Suporte 03/06/2015 às 16:33

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Há uma semana, 7 mil famílias estão sem receber orientações importantes dos agentes de saúde em Rio Branco. Os 700 trabalhadores responsáveis por visitas e revisitas domiciliares, em especial a crianças e idosos, permanecem em greve geral.

A prefeitura se nega a cumprir a lei, aprovada no Congresso Nacional, e sancionada pela presidente Dilma Rousseff, que institui o piso salarial de R$ 1.014,00.

A nova remuneração, de acordo com a lei, deve ser paga retroativa a julho de 2014. Os recursos são repassados aos municípios pelo Ministério da Saúde.

“As negociações estão paradas. Aguardamos o prefeito nos chamar para apresentar uma proposta decente”, disse o presidente do sindicato dos Servidores Municipais, José Augusto.

Segundo o sindicalista, há desvio de finalidade no uso desses recursos, pois os trabalhadores deveriam ser os únicos contemplados. “Onde está esse dinheiro?”, indaga.

A equipe econômica do prefeito Marcus Alexandre apresentou uma proposta, na última segunda-feira (1º), que foi rejeitada pelos agentes de saúde.

“A equipe do prefeito sugeriu pagar o piso salarial em duas parcelas, sendo a primeira em novembro deste ano, e a segunda em abril de 2016. Isso é inadmissível”,  afirmou José Augusto.

Os agentes de saúde permanecem acampados na Praça da Revolução, em frente à prefeitura de Rio Branco. No exercício de suas funções, cada trabalhador visita dez famílias por dia. Eles são responsáveis, ainda, pelo cadastramento dos cidadãos em programas sociais.

O atendimento nos postos de saúde e das comunidades da área de atuação do Programa Saúde da Família estão paralisados por causa da greve.

Outro representante dos agentes de saúde e de endemias, José Lopes, disse que a prefeitura ainda não tomou nenhuma decisão a respeito do aumento do piso salarial. Segundo Lopes, se o valor não for incluído na folha de pagamento integralmente, a greve continuará por tempo indeterminado.

“O prefeito não tem demonstrando sensibilidade e estamos sendo desvalorizados. Salário tem que ser pago completo, e não dividido em parcelas”, disse a agente de saúde Maria das Graças.

Conteúdo Original / Fonte: Assem Neto, para a ContilNet Notícias

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