Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), no Acre, sofreram um crescimento expressivo, sendo superior a 100 notificações em apenas uma semana. A informação foi divulgada nesta terça-feira (16), por meio do Boletim Epidemiológico nº 20/2026 da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).
Em comparação com os boletins epidemiológicos de 08 de junho e 16 de junho, em apenas uma semana, o Acre registrou mais 109 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), entre as semanas 1 e 22 de 2026, fazendo o total de notificações saltar de 1.438 para 1.547

Casos de SRAG voltaram a crescer no Acre a partir da semana epidemiológica 19, culminando em novo pico de notificações em junho, segundo a Sesacre. Fonte: Sesacre
Segundo o Boletim, a capital acreana, Rio Branco concentra a maior parte das notificações, com 629 casos, seguido por Cruzeiro do Sul, com 236. Em seguida, Marechal Thaumaturgo, registrou 136 casos, e Feijó, com 125.
Os dados apresentados no boletim informam que o total de casos em 2026 até o momento já supera em 36,4% o registrado no mesmo período de 2025, quando houve 1.134 notificações, e em 27,7% o volume observado em 2024, que contabilizou 1.211 casos.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesacre), a circulação simultânea do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Rinovírus e Influenza A tem sido um dos precursores no aumento das internações, especialmente por quadros de pneumonia, bronquiolite e outras complicações respiratórias.
O documento também informa que os mais afetados são crianças na faixa etária de 2 a 4 anos que lideram as internações, com 331 registros, seguida pelas crianças de 5 a 9 anos, com 289 casos, e pelos menores de 2 anos, que somam 237 notificações. Já entre os idosos com mais de 60 anos, foram contabilizadas 291 internações

Crianças representam os grupos mais afetados pela alta das síndromes respiratórias no Acre, segundo dados da Sesacre. Fonte: Sesacre
A baixa adesão pela vacinação contra a Influenza também impacta no crescimento de casos das síndromes respiratórias, conforme descrito no boletim. Dados apontam que nenhum dos grupos prioritários atingiu a meta de 90% de imunização, o que faz que o estado permaneça em um estado de alerta quanto a rede de saúde acreana.
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Diante do cenário, a Sesacre recomenda reforço na vacinação, monitoramento dos leitos pediátricos e ampliação das ações de prevenção, especialmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades.
