Empresas descumprem Lei do Troco; usuários criticam demora e condições dos ônibus

Por Suporte 06/06/2015 às 04:08

f2886901d4bf7cee130ceb53580db131transporte

As empresas de transporte coletivo em Rio Branco descumprem, de forma flagrante, a Lei do Troco, sancionada em 19 de janeiro deste ano. Contrariando integralmente a lei, os empresários insistem em orientar os usuários a trazer, trocados, os R$ 2,90, valor da passagem. As moedas de R$ 0,10 e R$ 0,25 acabam entre 14h e 15h, informa uma cobradora que trabalha na linha Belo Jardim I. “Os passageiros não trazem trocado e a gente não tem esse valor para devolver”, disse.

{youtube}pCAtk-UZdiw{/youtube}

Por educação, quase a totalidade dos usuários aceita que os R$ 0,10 fiquem no caixa das empresas. Porém, não há quem não saia resmungando diante do problema que se repete todos os dias.

VEJA O VÍDEO COM A COBRADORA

“É sempre essa ladainha. Dez centavos não vão mudar a minha vida hoje, mas esse valor multiplicado por dezenas de vezes todo mês faz diferença no bolso da gente. Imagine você quantas pessoas passam por esta situação indo e voltando do trabalho diariamente”, protestou a dona de casa Senira Lopes Barros.

f2886901d4bf7cee130ceb53580db131Demora e impaciência

A reportagem de Contilnet embarcou em três ônibus que fazem linhas bastante movimentadas e constatou a falta de troco em todas elas. As rampas para cadeirantes não funcionam em carros que, por exemplo, fazem a linha Caladinho e comunidade Dom Moacyr.

No interior dos coletivos,  o piso é empoeirado e, mesmo trafegando em acessos pavimentados, tem-se a sensação de que a carroceria está se desintegrando.

“As portas são enferrujadas. Tem óleo pingando no assoalho. Isso é uma lata velha”, observou Fabiana Mendonça, uma universitária de 22 anos, que faz estágio em empresa privada e não aproveita o horário de almoço para sair mais cedo .

“A linha do Belo Jardim II tem menos de 10 meses. Às 14h, um ônibus vai pra garagem e o outro roda como uma tartaruga até à noite. Se eu não saio cedo, chego tarde, e preciso enfrentar ruas escuras e perigos de todo tipo”, acrescentou a universitária.

20150603 161356

Dona Maria das Candeias, desempregada de 53 anos, não escondia a aflição, numa das baias do Terminal Urbano. Seu destino era o Bairro Montanhês.

“O Ônibus não entra lá. Eu tenho três opções de condução para descer no posto policial do Tancredo Neves, e de lá, preciso caminhar três quilômetros até chegar em casa. Cheguei aqui meio-dia e já são quase 2 horas da tarde. É um sufoco”, afirmou.

A cabeleireira Maria Antônia precisou alugar sua casa própria no Conjunto Tucumã I devido a demora, que, segundo ela, chegava a 90 minutos na parada de ônibus. O jeito foi mudar para o Centro de Rio Branco, em local próximo ao salão onde ela trabalha.

“Não devia ser assim. Tucumã é uma linha antiga e a região é muito habitada. A vida da gente vira um inferno”, desabafou a cabeleireira.

Acadêmico da Ufac, Yuri Furtado revela o que considera “descaso e falta de logística” da parte das empresas de ônibus na capital. Ele também depende de transporte público para chegar à faculdade diariamente.

“Passam dois, às vezes, três ônibus da Ufac, um atrás do outro. Quem não está ali, esperando, vai precisar de um tempo que não temos até esses ônibus darem o balão, voltar ao Centro e seguir de novo para o Campus Universitário. Isto é, realmente, uma grande falta de gerenciamento e desrespeito com a população”, protestou o estudante.

{youtube}5v3w0kCFEg0{/youtube}

Conteúdo Original / Fonte: Assem Neto, da ContilNet Notícias

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensão de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteúdo de qualidade gratuitamente.