23/09/2026

Estiagem e vape: combinação aumenta riscos à saúde no Acre

Pneumologista Célia Rocha usou as redes sociais para reforçar um alerta sobre os perigos do cigarro eletrônico

Por Juan Vinícius, ContilNetAtualizado
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Em meio ao período de estiagem no Acre, quando a baixa umidade do ar e a fumaça das queimadas aumentam os riscos de doenças respiratórias, a pneumologista Célia Rocha usou as redes sociais para reforçar um alerta sobre os perigos do cigarro eletrônico, conhecido como vape.

Na publicação, a médica chamou a atenção para um caso que ganhou repercussão nacional: um jovem precisou retirar parte do pulmão após desenvolver graves complicações associadas ao uso do dispositivo. Segundo ela, o episódio demonstra os danos que o vape pode causar ao organismo, especialmente ao sistema respiratório.

“O vape é uma questão seríssima. O prejuízo que o vape dá é imensurável. Você pode vir a ter câncer, você pode ter os teus rins parados por necrose, por falta de circulação. Ele é proibido no Brasil, ele é proibido a sua propaganda, a sua fabricação e a sua divulgação. Mas nós sabemos que o povo brasileiro é meio estranho até para aceitar certas coisas, e o vício predomina em cima de tudo isso”, disse. 

Célia Rocha destacou que o cigarro eletrônico está longe de ser uma alternativa segura ao cigarro convencional. De acordo com a pneumologista, o produto contém nicotina e diversas substâncias tóxicas capazes de provocar dependência e desencadear doenças graves.

Vape

Pneumologista Célia Rocha usou as redes sociais para reforçar um alerta sobre os perigos do cigarro eletrônico/Foto: Reprodução

A médica explicou que o uso do cigarro eletrônico pode agravar doenças respiratórias, como asma, bronquite crônica e enfisema, além de favorecer o surgimento de pneumonias e da EVALI, lesão pulmonar associada ao uso de vape. Entre as complicações também estão câncer de pulmão, infarto, trombose e danos à circulação sanguínea.

Segundo Célia, mesmo pessoas que nunca tiveram problemas respiratórios podem desenvolver lesões graves nos pulmões. Ela citou que, em casos extremos, o tecido pulmonar pode sofrer necrose, comprometendo permanentemente a capacidade respiratória.

“O cigarro eletrônico pode piorar as doenças pulmonares pré-existentes, como asma, enfisema e bronquite crônica. Além de ser um fator de risco para desenvolver doenças pulmonares, pneumonite, enfisema respiratório. O cigarro eletrônico contém uma quantidade considerável de nicotina e outras substâncias altamente tóxicas, permitindo assim o vício físico e psicológico, que é o grave. Além de doenças associadas, como câncer de pulmão, infarto de miocárdio e trombose, isto é, criar coágulos, que esses coágulos podem se disseminar por toda a parte do corpo”, completou. 

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O alerta ganha ainda mais importância durante a estiagem no Acre, período em que o ar seco e a fumaça das queimadas já deixam o sistema respiratório mais vulnerável. Para especialistas, a combinação desses fatores com o uso do vape aumenta significativamente os riscos à saúde.

Ao final da publicação, a pneumologista orienta que pessoas com tosse persistente, falta de ar, dor no peito ou outros sintomas respiratórios procurem atendimento médico o quanto antes e reforça que a melhor forma de prevenção é evitar o uso do cigarro eletrônico.

“Se você percebe que seu organismo começa a apresentar alguma coisa diferente, está funcionando bem, daqui a pouco é uma tosse aqui, é uma falta de ar ali, é uma pressão no pé, é espectorando. Corra e procure o médico. Vá ao serviço de saúde. Tudo tem que ser cuidado de forma muito rápida”, finalizou em vídeo. 

 

 

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