As mudanças climáticas podem transformar drasticamente a vida no planeta Terra no século XXII. É o que aponta o estudo “Cenários para os ecossistemas no ano de 2100”, publicado nesta quarta-feira (15) pelo Jornal Australiano de Botânica. A pesquisa foi desenvolvida por cientistas da Universidade Macquarie, na Austrália.
Segundo a pesquisa, caso o aquecimento global continue avançando, diversas regiões do mundo poderão enfrentar eventos climáticos extremos, com aumento da frequência de incêndios florestais. O cenário também prevê destruição de ecossistemas, deslocamento de populações e a morte de milhares de animais e plantas.
Os impactos ainda devem atingir a produção de alimentos. Com prejuízos à agropecuária, especialistas avaliam que produtos como carne e leite poderão precisar ser produzidos em laboratório para atender à demanda da população.
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“Daqui a 70 anos, muitos ecossistemas serão substancialmente diferentes. As mudanças climáticas são um dos fatores, com alterações associadas na incidência de incêndios, temperaturas extremas, secas, enchentes e dióxido de carbono na atmosfera. Mas outros fatores também podem se tornar importantes, como a substituição em larga escala do gado por produtos de cultura celular e tecnologias genéticas para a supressão de determinadas espécies”, diz os pesquisadores.
Outro estudo, da Climate Analytics, reforça a necessidade de reduzir drasticamente o uso de combustíveis fósseis, como gasolina e diesel, até 2035.
A medida é considerada essencial para limitar o aumento da temperatura média do planeta a 1,5°C, meta estabelecida pelo Acordo de Paris para reduzir os efeitos das mudanças climáticas e preservar os ecossistemas.
