O veterano deputado Élson Santiago (PEN), com 28 anos de mandato, derrotado nas urnas no último dia 3 de outubro, concedeu coletiva à imprensa onde fez uma espécie de apanhado do seu desempenho político e afirmou que não se preparou para disputar a reeleição pela 8ª vez por acreditar que seria escolhido para ser o vice de Tião Viana.
“Eu tinha certeza que eu seria escolhido para ser o vice, mas não fui. Foi a Nazaré, fato pela qual não guardo nada de mágoa, mas não me preparei para a reeleição e não obtive os votos necessários”, diz.
Com tranquilidade, um falante Élson Santiago explicou como foi superar o trauma de falar em público, a boa relação estabelecida com a imprensa durante a gestão à frente da Mesa Diretora, e afirmou que está pronto para ajudar Tião Viana (PT) no governo.
Ele afirmou que durante 24 anos recusou-se a usar a tribuna, que tinha pavor de falar em público, e ressaltou que conquistou o respeito da imprensa por ser humilde.
“Eu trato as pessoas com respeito, eu não amedronto ninguém, não uso do cargo para forçar a barra. Sobre falar em público, eu acho que peguei gosto [risos]; antes, eu fugia mesmo, tinha pavor daquilo ali”, diz, apontando para a tribuna da Assembleia Legislativa do Acre.
Sobre os rumos políticos que tomará, Santiago diz que fará parte do segundo escalão do governo e garante que continuará ajudando o governo petista. “Vou ser assessor especial do governador e espero continuar ajudando”, diz.
A respeito da experiência de ter sido deputado constituinte, Santiago diz que o parlamento sofreu bruscas mudanças. “Não tinha esta fiscalização toda por parte dos órgãos de controle, nem mesmo da população; não tinha esta preocupação toda com os outros poderes. Hoje, é muito melhor”, afirma.
Ao ser questionado sobre qual foi o deputado mais combativo da oposição com o qual já legislou nos 28 anos de Aleac, Santiago diz que foi Wherles Rocha (PSDB), com quem travou discussões acaloradas na casa legislativa.
“O Rocha foi aquele cara mais combativo, que trouxe mais problemas para isto, mas era apenas no campo político”, disse, ao ser interrompido pelo próprio tucano, convidando-o para uma confraternização da Aleac.
