Todos nós gostaríamos de viver sem dor, mas o paradoxo é que, sem ela, não conseguiríamos sobreviver.
A dor sinaliza estímulos perigosos (internos ou externos) e orienta o nosso comportamento. Seu objetivo final é o de priorizar a fuga, a recuperação e a cura.
É por isso que a sentimos, e também é por isso que somos hábeis em detectá-la nos outros. Na verdade, a dor protege não só o indivíduo, mas também seus laços sociais.
O cérebro contém circuitos relacionados aos aspectos mais físicos da dor, e outros relacionados aos aspectos ativos.
Como observado em um estudo recém-publicado por Giorgia Silani, Giovanni Novembre e Marco Zanon da Escola Internacional de Estudos Avançados (SISSA) de Trieste, na Itália, na revista “Social Cognitive and Affective Neuroscience”, a dor social ativa alguns circuitos cerebrais da dor física, tanto quando nós a sentimos pessoalmente, quanto quando a experimentamos indiretamente, como uma resposta empática à dor dos outros.
