“Falta atitude do governo e Ufac”, diz estudante de medicina de fora do país sobre complementação

Por Suporte 23/12/2014 às 04:08

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Você acompanhou no portal ContilNet Notícias detalhes envolvendo a criação de uma associação formada por médicos que cursaram medicina no exterior, a Associação Acreana de Médicos Formados no Exterior (AAMFE).

Com o principal objetivo de defender os direitos de aproximadamente 400 médicos formados e cerca de 7 mil estudantes que estão no exterior, a associação já começou a se mobilizar: na manhã desta segunda-feira (22), um manifesto foi realizado por membros da associação na região central de Rio Branco (AC).

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Munidos de cartazes, os associados percorreram as principais ruas da região central da capital. O objetivo da manifestação é chamar a atenção do Governo do Estado e da Universidade Federal do Acre (Ufac) para as questões que dizem respeito a complementação de estudos.

Obrigatória para quem cursa medicina no exterior, a complementação de estudos é o primeiro objetivo da associação, que tem poucos mais de um mês de vida. Durante reunião na Ufac, nada de concreto ficou decidido, e é isso que preocupa os associados.

De acordo com um dos associados, Jario Alencar, a revalidação é vista como uma necessidade.

“Não somos apenas 3 ou 5 médicos: somos 200 médicos aptos a revalidar nosso diploma. Na reunião, eles [tanto Ufac como governo] estão sinalizando algo positivo, mas essa atitude a gente já viu no passado. E não deu em nada! Queremos mais que isso, queremos algo concreto”.

A complementação é necessária quando o estudante tem o processo indeferido em outras instituições. Isso pode ocorrer quando a documentação exigida não é entregue ou quando o currículo dos candidatos não é compatível com o da universidade em que ele solicita revalidação, o que justifica a necessidade de complementação.

Jario afirma que o que a categoria precisa é de um posicionamento concreto por parte da instituição e do governo.

“O que precisamos é ouvir do governo e da Ufac é algo concreto: a complementação de estudos é algo que está na lei. Podemos criar um modelo de revalidação no Acre e inserir esses 200 profissionais no mercado de trabalho, que tanto precisa de profissionais”.

No momento, os profissionais esbarram na “falta de vontade” da instituição e do governo, segundo Jario.

“Falta atitude tanto por parte do governo, como por parte da Ufac. A instituição tem autonomia para fazer a complementação. O que falta mesmo é atitude. Querer resolver o problema”.

Conteúdo Original / Fonte: Kellyton Lindoso, da ContilNet Notícias

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