O delegado Alcino Júnior detalhou, durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (13), na sede da Delegacia de Investigações Criminais (DEIC), detalhou as circunstâncias da prisão de Francisco Guimarães Santana, de 26 anos, conhecido como “Big Boy”, e da tentativa de tomar a arma de um policial civil durante uma escolta no Pronto-Socorro de Rio Branco, ocorrida no último domingo (12).
Segundo o delegado, Francisco foi localizado durante uma operação da DEIC, coordenada pelo delegado Odilon Neto, após um trabalho de investigação que monitorava a atuação dele e de outro suspeito conhecido como “Favelado”. Os dois são apontados como participantes do furto de quase meio milhão de reais em aparelhos celulares de uma loja localizada no Shopping Aquiri.
VEJA MAIS: Homem que estava foragido foi recapturado após tentar atirar contra policial
De acordo com Alcino Júnior, os investigadores identificaram que os suspeitos utilizavam parte do dinheiro obtido com o crime para financiar festas e manter contato com outros integrantes de uma organização criminosa.
“Big Boy foi localizado em uma festa na região do bairro Boa União. Tanto ele quanto o Favelado participaram do furto de quase meio milhão de reais em telefones celulares do Shopping Aquiri. Eles já vinham sendo investigados por esse crime e estavam utilizando o dinheiro obtido para bancar festas”, afirmou o delegado.
Durante a operação realizada na madrugada de sábado (11) para domingo (12), os policiais entraram no local onde a festa acontecia. “Favelado” conseguiu fugir, enquanto Francisco foi capturado após resistir à abordagem.
Além do envolvimento no furto milionário, a Polícia Civil informou que a motocicleta utilizada para dar apoio ao crime foi localizada e estava em posse dos dois investigados. O veículo foi apreendido e será periciado para reforçar as investigações.
Francisco também era considerado foragido da Justiça desde o dia 19 de junho de 2025, quando escapou durante a fuga em massa registrada no Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde (FOC). Segundo a Polícia Civil, ele possui mais de 20 anos de pena a cumprir.
RELEMBRE O CASO: Prejuízo milionário após assalto faz loja de celulares fechar em Rio Branco
Após a prisão, o investigado foi levado para a Delegacia de Flagrantes. Na manhã de domingo, enquanto permanecia sob custódia, alegou sentir fortes dores e precisou ser encaminhado ao Pronto-Socorro de Rio Branco.
O delegado ressaltou que a Polícia Civil seguiu todos os protocolos de segurança ao atender o pedido de atendimento médico.
“Nosso papel, antes de tudo, é preservar a vida, independentemente de quem esteja sendo investigado ou julgado. O preso foi conduzido devidamente algemado, escoltado por policiais civis e submetido à avaliação médica. Ao final do atendimento, foi constatado que ele não apresentava qualquer problema de saúde, como já era esperado”, explicou.
Ao receber alta e ser conduzido de volta para o camburão, no estacionamento da unidade hospitalar, Francisco tentou tomar a arma de um dos policiais responsáveis pela escolta.
Segundo Alcino Júnior, o criminoso não chegou a desarmar o agente, mas houve uma intensa disputa pelo armamento.
“A arma nunca foi subtraída. O policial manteve o controle enquanto o criminoso também segurava a pistola. Os dois ficaram em disputa pelo armamento, próximos a uma parede, até que o segundo policial da escolta conseguiu agir rapidamente”, relatou.
Durante a luta corporal, um disparo foi efetuado na direção da parede, atingindo apenas uma placa de identificação fixada no local. Ninguém ficou ferido.
Na sequência, o segundo policial utilizou uma técnica de imobilização conhecida como “mata-leão”, conseguindo desacordar o preso e recuperar completamente a arma.
Para o delegado, a atuação dos policiais evitou uma tragédia em um ambiente de grande circulação de pessoas.
“No local estavam a mãe, a namorada, irmãos e outros familiares do preso, além de pacientes e servidores do hospital. Em uma situação diferente, o criminoso poderia ter sido neutralizado de outra forma. Mas o policial conseguiu fazer a leitura do cenário, preservar a vida de todos e agir com técnica. Eu estive na Delegacia de Flagrantes e parabenizei a equipe pela atuação”, afirmou.
Após ser novamente contido, Francisco foi autuado em flagrante por resistência e tentativa de homicídio contra agente de segurança pública, além de permanecer preso pelo mandado judicial que já existia em seu desfavor.
Segundo Alcino Júnior, o preso será encaminhado diretamente ao sistema prisional e a audiência de custódia ocorrerá por videoconferência.
“Esperamos que ele permaneça preso e que não volte a fugir”, declarou.
O delegado também informou que a DEIC mantém como prioridade a captura de “Favelado”, apontado como comparsa de “Big Boy” no furto milionário dos celulares.
“Ele continua sendo um dos principais alvos da DEIC. Vamos capturá-lo. A motocicleta utilizada no apoio ao furto estava em poder dele e do Big Boy, o que reforça o envolvimento de ambos no crime”, concluiu.

